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ARTIGO
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008, 21h:16

ALECY ALVES

Educação ambiental já!

Estamos precisando, com urgência, de um alerta forte, talvez algo mais contundente, para nos dar conta da necessidade de gestos simples em prol do meio ambiente. De um comportamento urbano ambientalmente correto. A devastação das matas para exploração comercial da madeira, da pecuária e do cultivo de grãos tem ocupado muito espaço na mídia, enquanto hábitos cotidianos e aparentemente não tão nocivos quanto derrubar árvores tomam conta das cidades e parques. Quem acredita ser um ato comum descartar no meio da rua, às margens das estradas ou ao pé de uma árvore no parque onde costuma fazer caminhada aqueles copinhos ou garrafinhas produzidos com materiais não-degradáveis precisa de orientação, ou melhor, de educação ambiental. Como é feio, e lamentável, ver alguém atirando lixo pela janela do carro ou do ônibus. Imagine como se comportam os filhos desses adultos. O que fazem hoje esses pequenos seres, farão quando adultos ao meio ambiente, ao lugar onde vivem e do qual extraem até o ar que respiram? Outro dia testemunhei, infelizmente, a cena onde um grã-fino, desses que dirigem carrões importados, um top de linha, como diriam os entendidos de automóveis de luxo, acionando o vidro elétrico e jogando pela janela uma sacola plástica com garrafinhas, copinhos e outros lixos. Não vi a cara do sujeito, mas refleti e fiquei com aquela cena na memória. Na minha reflexão vieram alguns questionamentos que gostaria de compartilhar com você, leitor. Será que esse motorista sem educação ambiental (não o conheço para avaliá-lo de forma mais ampla), cresceu somente economicamente? Pensa que se continuar abastado sua vida continuará a mesma, segura e com todo o conforto que o dinheiro pode lhe assegurar? Sabemos que a natureza aceita tudo sem uma reação imediata. Também temos certeza (ou alguém duvida?) de que as cobranças virão em breve na forma mais agressiva, sem observar classe social. Muitas agressões infligidas ao meio ambiente por gerações passadas estão tendo resposta agora. Não é feio recolher do chão o lixo que o “cidadão” que caminha à sua frente acabou de descartar. Assim como reunir os amigos e fazer uma limpeza nas margens da avenida onde trafega com freqüência. A natureza agradecerá, e nós nos sentiremos melhores. ALECY ALVES é jornalista

Edição EDIÇÃO 16968




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