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ARTIGO
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008, 21h:48

Economia da cultura

CLÁUDIO OLIVEIRA
Cada vez mais pessoas reforçam o coro da economia da cultura. Será que é tão difícil assim perceber a importância econômica de um setor ecologicamente correto, que emprega milhares de pessoas, distribui renda e que gera segundo o IBGE pelo menos 4% do PIB do Brasil? Ontem, quinta-feira, o Sebrae entrou de vez neste processo e com o Seminário Cultura, Empreendedorismo e Negócios contribuiu mais uma vez para aprimorar este debate necessário para o mercado e para os produtores culturais de maneira geral. O primeiro a falar foi Ricardo Neves. Articulista da revista Época e consultor de empresas, ele falou sobre a revolução da economia, esta nova ordem que exige knowledge workers ou operários do conhecimento. Segundo Neves, “Trabalho não é mais igual a emprego e sim igual a projetos”. No seu livro ele disse que tem um capítulo sobre emprego no qual fala que emprego “é uma coisa que você vai perder, seu filho não vai encontrar e o seu neto vai rir muito disso”. Também falaram o coordenador nacional do Sebrae, que apontou a triste realidade do consumo cultural no Brasil salientando que 85% dos gastos com cultura correspondem a gastos domiciliares (TV, vídeo, música e leitura). Isto acontece porque os espaços culturais, como cinema, não estão presentes em 90% municípios. Por outro lado, o Sebrae está publicando um livro intitulado “Termo de Referência para Atuação do Sistema Sebrae na Cultura”. Conforme Décio Coutinho, o livro é um conjunto de normas e um verdadeiro guia para a atuação do Sebrae que pode servir de balizamento às propostas e projetos apresentados em busca de parceria. Décio anunciou ainda que o Basa terá uma linha de crédito especial lançada a partir de agosto de 2008 para contemplar exclusivamente a cultura em MT. Ou seja, mais um apoiador de peso para a área. É claro que o valor econômico é importante, mas não apenas, pois um gráfico multidisciplinar que avalia o índice de felicidade dos americanos desde o início do século passado continua o mesmo, a despeito da brutal elevação de renda dos americanos. Este valor cultural simbólico também é responsável pelo lazer, pela auto-estima e pela transformação do ser humano e, no quesito da felicidade, os trabalhadores da cultura com toda a dificuldade do Brasil ainda são sem dúvida os mais felizes. Tanto os textos das palestras como o Termo do Sebrae podem ser baixados em download no site do próprio Sebrae. CLÁUDIO OLIVEIRA é jornalista

Edição EDIÇÃO 16967




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