ARTIGO
Sexta-feira, 23 de Junho de 2006, 20h:18
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LUIZ CESAR DE MORAES
É melhor prevenir...
Qualquer cidadão que relatar um roubo ou outra modalidade de ocorrência policial a um representante da lei, certamente escutará dele uma preleção geral sobre os esforços que o cidadão precisa desenvolver para dificultar a ação dos desonestos. A polícia sempre recomendará que é preciso fechar a porta aos ladrões, assaltantes, estelionatários e golpistas mil, embora se saiba que mesmo assim ninguém, em nenhum lugar do mundo, conseguirá imunidade contra a violência que se alastrou mundo a fora. Não fazer nada para prevenir os ataques dos amigos do alheio é a postura mais grave, pois os riscos de um ser humano ser vítima de um incidente desses a qualquer hora do dia ou da noite são cada vez maiores. Além de fechar portas e janelas todo dia, o proprietário deve complementar a segurança com trancas e travas, de modo a dificultar os arrombamentos que nunca saíram de moda. Instalar cerca elétrica no muro e alarme nos pontos mais fáceis de serem escalados são medidas prudentes. Que dizer da segurança armada, que se tornou muito comum nas grandes cidades nos últimos anos? Só para falar o básico, deve-se lembrar que também representam um importante papel na prevenção da violência que teima em se multiplicar em ordem geométrica. Os animais de estimação que agradam o dono também podem ser adotados com uma tarefa adicional, que é acusar qualquer anormalidade na casa tão logo ela ocorra. Os cães são os mais lembrados, pois são fiéis ao dono e fazem muito barulho quando aparece um estranho mal intencionado. A última moda em termos de golpe foi batizada de saidinha de banco não por acaso. É quando o cliente saca uma quantia em dinheiro e sai da agência sem nenhuma proteção, ficando à mercê dos bandidos. É grande o número dos atingidos por este golpe, que pode ser evitado simplesmente com a transferência do dinheiro on line, ou com pagamentos em cheques. É óbvio que a maioria da população não tem condições de adotar todas essas precauções, mas muitos podem se precaver e nada fazem. Ou melhor, só agem depois de ser vítimas, quando admitem que poderiam ter feito isto ou aquilo para evitar o furto, roubo ou arrombamento, mas não fizeram. O consenso nos meios policiais é que o cidadão comum perdeu o direito de ser ingênuo, não pode mais confiar cegamente em seus semelhantes, nem pensar que nada de ruim vai acontecer consigo. Essa é a postura que os bandidos preferem, pois terão sempre a seu favor o fator surpresa. LUIZ CESAR DE MORAES é editor de Opinião do Diário