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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 13 de Novembro de 2010, 12h:15

CESAR VANUCCI

Deu a louca

“Homens são de Marte. Mulheres são de Vênus. E eu estou na posição única de ter feito uma longa viagem a Vênus antes de voltar a Marte”. (Charles Kane, milionário inglês) Cada uma! A sensação deixada por alguns episódios que vão pintando no pedaço é de que deu a louca no mundo. Na Inglaterra, cara bem postado na vida, Charles Kane, 50, resolve mudar de sexo pela segunda vez. Não se sentia à vontade, de principio, num corpo masculino. Casado, pai de dois filhos, resolveu submeter-se a uma complexa intervenção cirúrgica pra virar mulher. Foi acometido, adiante, sete anos depois, de um novo vacilo. Chegou à conclusão, assim meio de repente, de que não era bem isso que tanto almejava. Apelou pros médicos, mais uma vez, com o objetivo de que lhe restituíssem a rejeitada condição de masculinidade. Foi atendido. Arranjou par, convolou núpcias, manda avisar agora que quer ser pai outra vez. A FIFA, consultando por certo a CBF e o Comitê Organizador da próxima Copa Mundial de Futebol, a ser disputada no Brasil, escolheu São Paulo como cidade sede da abertura oficial do torneio, prevista para daqui a menos de 4 anos. Deliberação mais que correta. São Paulo, por um mundão de razões, oferece as condições desejáveis para se tornar teatro do evento. Acontece, entretanto, todavia, contudo, que o estádio indicado para o jogo inaugural não existe. Não passa de um esboço de projeto que vai demorar um bocado a sair do papel. Custa crer que das cabeças dos paredros esportivos e dos dirigentes políticos engajados no importante certame possa ter nascido idéia tão estapafúrdia! Por que não se cogitar da adaptação e modernização de estádio já existente, o Morumbi, por exemplo, e deixar reservados para outras obras, necessárias ao bom êxito do importantíssimo torneio, os colossais recursos a serem despendidos com a construção de um novo estádio? É a pergunta sensata que as pessoas de bom senso se põem a formular, à espera de respostas que, ao que tudo faz crer, só serão dadas no dia de são nunca. No Maranhão, rebelião em presídio (uma a mais na tumultuada e, ao que parece, insolúvel crise prisional brasileira) chega ao fim, com saldo fatídico de 18 mortes. Algumas vítimas do confronto entre detentos de facções rivais foram decapitadas. Depois da pavorosa contenda, outra revelação macabra. No IML (Instituto Médico Legal) do Maranhão, as cabeças de presidiários trucidados foram reimplantadas em corpos errados. Familiares se deram conta, atônitos, na hora dos cadáveres baixarem sepultura, do grotesco erro cometido. O Conselho Nacional de Justiça determinou o afastamento temporário de um magistrado, com atuação do Estado de Minas, em virtude de sentenças discriminatórias, pelo mesmo proferidas em processos concernentes a violências praticadas contra pessoas do sexo feminino. Segundo a instituição, o juiz defendia a tese machista de que “o mundo é masculino e assim deve sempre permanecer”. Considerava “inconstitucional” a chamada “Lei Maria da Penha”, alegando nos despachos emitidos em ações contra homens processados por agressão às companheiras que a legislação sobre a matéria não passa de “um conjunto de regras diabólicas”. Outra afirmação, sintonizada com o estilo talebã, atribuída ao ilustre magistrado, é de que “a desgraça humana começou por causa da mulher”. Ora, êpa! Enquanto isso, outra manifestação de refinado machismo era dada, diante de indiscretas câmeras, por alguém nada mais nada menos do que o Ministro da Informação da Indonésia, ao ensejo da visita a Jacarta do Presidente Barack Obama. Na chegada dos ilustres visitantes, o Ministro em questão, enfileirado entre as autoridades incumbidas das boas vindas, relutou em apertar a mão da primeira dama norte-americana, limitando-se pudicamente a roçar-lhe os dedos. “Explicou-se”: pelos sagrados cânones da corrente islâmica fundamentalista a que pertence, noves fora a “respeitável” prática poligâmica assumida, é totalmente vedado ao homem tocar em mulheres que não pertençam à sua própria família. Ora, veja, pois... Allan Patton Junior é useiro e vezeiro de bizarra e atordoante prática. Volta e meia é convocado pelas autoridades a ver o sol nascer quadrado. Seu hobby (verifico que a expressão já foi dicionarizada) – chamemos assim – é coletar, pra fins inimagináveis, urina vertida em banheiros públicos. O cara, morador de Dublin, Estado de Ohio, Estados Unidos, utiliza equipamento por ele próprio bolado para o recolhimento do material, tendo sido detido em flagrante pela polícia em numerosas ocasiões. A última delas agora no final de outubro. Vai ser estrambótico assim na... tonga da mironga do kabuletê! * CESAR VANUCCI é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16960




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