Política se faz com política. Discurso, postura e conduta na vida pública se juntam para formar currículo, mas o cidadão vota no político e não no candidato que esbanja bons predicados. Na campanha eleitoral em curso o horário eleitoral não apresenta razões essencialmente políticas para motivar o voto, a exceção de dois deputados federais que buscam a reeleição. Trata-se de Wellington Fagundes e Carlos Bezerra, que respectivamente presidem regionalmente os republicanos e peemedebistas. Wellington é Uelton na voz de um baiano dos bons. Bezerra abusa do sobrenome que o tornou conhecido e se apresenta enquanto candidato que é firme, que é forte. Na condição de rondonopolitano sinto boa pitada de orgulho ao vê-los nas graças popular porque sabem fazer política. Imagino que Uelton e o Bezerra que é firme e que é forte arrebanharão Mato Grosso afora votos de quem gosta de política, independentemente de rótulos. Acho que a simplicidade da apresentação faz de Uelton caboclo familiar a todos que carregam nas veias o sangue interiorano. De igual modo penso que quem busca voz que o defenda do Estado ladino e da voracidade social encontra em Bezerra que é firme e que é forte, seu representante em Brasília. Espero que a polêmica Rondonópolis dos meus filhos Luiz Eduardo e Agenor tenha discernimento eleitoral suficiente para entender a importância de eleger esses dois políticos. Uelton é jovem, porém integra o grupo de deputados do decanato e conhece os meandros da Câmara tanto quanto sabe de cor as curvas do nosso rondonopolitano rio Arareau. Bezerra é a figura do PMDB em Mato Grosso. Tudo aponta que Michel Temer será vice-presidente e quando esse peemedebista assumir o cargo que ora é de José Alencar, Bezerra não pedirá, porque no seu partido os caciques não pedem; mandam. A falta de inspiração, a pobreza das peças institucionais e a preocupação excessiva dos candidatos que tentam passar a melhor imagem possível ao eleitor somem diante da criatividade política de Bezerra e Uelton. Espero que também pelo aspecto político ambos sejam reeleitos, pois Mato Grosso precisa de homens públicos influentes, com cheiro de povo, que sejam fortes e tenham a baianidade que Uelton herdou de berço e o partidarismo de Bezerra, porque fora disso é política insossa, por mais que se tente passar imagem de boas candidaturas. Eduardo Gomes é jornalista
[email protected]