O Big Brother Brasil (BBB) é uma mina de ouro. Ele é um dos poucos programas da TV aberta que, mesmo repetido, ainda gera lucro talvez Chaves e Chapolin rendam tantas reprises quanto ele. Pela décima segunda vez, o BBB é transmitido pela Rede Globo e um calhamaço de anunciantes abraça o programa. O motivo é simples: em horário nobre uma montadora italiana mostra seu veículo com destaque e com todos os protagonistas dentro dele. Pernas, nucas, bundas e barrigas a mostra. Se alguém contasse essa história, ia parecer gozação, mas como é em horário nobre da Rede Globo, é mais um programa de entretenimento. Alguém saiu do carro?, disse uma conhecida ao ver, no intervalo de outro programa, a logomarca do BBB. Ele realmente é uma mina de ouro. Junto à montadora italiana, surge a fabricante de sorvetes, a de palha de aço, a de tintura de cabelo, etc., etc., etc. Modas são lançadas, corpos serão copiados. Os anunciantes também desfrutam de todas as faixas etárias e econômicas. O brasileiro rico, o brasileiro classe média e o brasileiro pobre podem assistir e pensar, planejar ou apenas sonhar em um dia comprar o objeto. São 12 temporadas do mesmo. Mesmo enredo, mesmos personagens, mesmas gírias e o mesmo resultado. Afinal, por que mudaria a fórmula se o público também é o mesmo? No máximo, estão 12 anos mais velhos. O BBB, de forma simples e de grande abrangência, produz factóides em cada esquina, sala ou mesa de bar. Uma marca de cerveja também patrocina o Big Brother. Mas até quando irá durar isso? A data certa impossível acertar, porém ainda irá atravessar vários anos. Recentemente, foi divulgado o faturamento da Rede Globo de 2011. Curiosamente, mesmo com a audiência dos canais abertos em queda, o lucro aumentou. A fórmula banal do BBB é um prato cheio para os brasileiros. É um alimento delicioso para a população faminta culturalmente. Apresentaram essa cena só para mostrar elas quietas, comentou novamente a conhecida sobre a imagem do carro. Pois é, essa cena levantou outro comentário. Assim continuará por muito tempo a mina de ouro chamada BBB. FERNANDO DUARTE é repórter do Diário de Cuiabá
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