Enquanto isso, aguardamos a resposta da esfera legislativa, municipal e estadual,com relação ao anteprojeto de lei por nós protocolado em ambas as Casas de Lei, que propõe, entre outros, a instituição do Dia municipal e estadual da Cultura pela Paz, o qual já foi decretado em diversas cidades do Brasil e do mundo. Aproveitando este espaço democrático, perguntamos aos legisladores Lueci Ramos e Airton Português, quando os respectivos parlamentares ao menos responderão à nossa iniciativa enquanto embaixador do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz, Genebra, Suíça. Se quem espera sempre alcança, perguntamos: Até quando iremos esperar? Até quando a inércia institucional nos levará à continuidade do mesmo caos social? Com a palavra, os representantes do povo relegado à violência cada vez mais banalizada. AIRTON REIS, professor, Cuiabá/MT
[email protected] *** O que assusta não são simplesmente tantas mortes, mas a falta de atitude de nossos governantes". Por quê? Quem morre na grande maioria é gente pobre? O Estado brasileiro nasceu, destarte, em relação a uma parte da sua população, pré-iluminista, pré-moderno (e, em certo sentido, continua assim até hoje, frente aos discriminados). Seus cidadãos não são iguais. A sociedade é hierarquizada. Há superiores e inferiores sociais (ou estruturais). Igualdade política e social foi um sonho anulado ab ovo (desde o princípio). Optou-se (desde a origem) pelo obscurantismo étnico. Pelas trevas da desigualdade (presentes até hoje). Na realidade somos um fazendão e quando o coronel for se aposentando, assume o filho, o neto e a mesma classe domina. Quem quiser entrar tem que obedecer aos mais poderosos. Aos privilegiados, as benesses do Estado (a mãe gentil). Para conter os seres inferiorizados, decreta-se a guerra civil (contra eles). O ovo da serpente (violência congênita ao Estado) foi lançado. Quase 200 anos depois do nascimento do Estado (autoritário) brasileiro ainda estamos colhendo frutos dessa divisão étnica irracional. O Brasil é um dos países que mais matam no mundo e um dos mais desiguais do planeta. Quem plantou discórdias, conflitos, guerra, paralelamente a alguns projetos modernizadores incontestáveis (não se pode negar o avanço do nosso país em muitos aspectos), só pode mesmo colher (na atualidade) muita violência (de todo tipo). A democracia chega a uma minoria e a ditadura pega geral a maioria. E assim vai: gastamos milhões em concretos, muito dinheiro jogado fora, como a Arena Pantanal e em contrapartida não temos policiais suficientes, nem viaturas, e os salários são vergonhosos. Mudar como tudo isso? No dia que nossos governantes tiverem a exata noção de que governam para seres humanos... pois os excluídos étnicos (os despossuídos) não são considerados seres humanos com direitos e obrigações nem no tempo do Brasil-colônia, muito menos na era imperial. Um Estado que discrimina a maior parte da sua população também não é um Estado (moderno). O sistema político mantém a escravidão. A economia fundada, na escravatura. Que significa exploração do ser humano, condenada duramente pela modernidade. De um lado, a casa grande; do outro, a senzala... Esta é nossa triste realidade. LEO SANTOS, Cuiabá/MT
[email protected] Radares serão reinstalados na capital Discordo do título da matéria que Radares são fábricas de dinheiro. Se isso ocorre é porque nossos motoristas são mal-educados e acham que lei é só sugestão e que eles estão acima dela e não precisam cumpri-la. Por isso, são multados uma vez que estão sempre acima da velocidade, e quando um descuidado pedestre tenta atravessar a rua, ao invés de freios, eles usam a buzina para forçar o distraído a sair correndo sob pena de ser atropelado porque não temos quantidade suficiente de passarelas. Onde existem, nem há faixas de pedestres. Atravessar qualquer avenida de Cuiabá é uma aventura extremamente arriscada. Nosso prefeito, na condição de ex-presidente do Senai, deveria dar uma olhada na região do Distrito Industrial porque a situação lá está de mal a pior porque ninguém consegue atravessar a rodovia naquela região. Hoje já está difícil mesmo com a interdição da Fernando Corrêa. Quando tudo voltar ao normal, o cidadão vai ter que encomendar o caixão antes de tentar a travessia daquela via. Parece que nossa cidade só existe para os motoristas e que eles nunca descem de seus possantes. ALCIR MARTINS ATAÍDES, funcionário público, Cuiabá/MT
[email protected] Boas e más notícias Investimentos em rodovias e ferrovias. Estamos com o nosso país inteiro licitado. O que a sociedade reclama são obras. São cronogramas viáveis, rápidos, exequíveis, responsáveis, com o devido suprimento de recursos no cumprimento dos eventos. Tudo muito fácil, é só querer. Temos obras iniciadas há mais de 5 anos e continua a mesma calamidade. Já afirmamos outras vezes que a rentabilidade desses investimentos é imediata. É concluir a obra e começar a geração de grande soma de recursos, com a economia de combustível, veículos e pessoal, que serão investidos imediatamente em outras atividades, elevando assim o nível da nossa economia. Governantes inteligentes trabalham atendendo a população. Outros semialfabetizados deixam como esta. Quem quiser assistir ao espetáculo ridículo do nosso Estado é só ir ao Trevo do Lagarto e se decepcionar com congestionamento de carretas carregadas com o fruto de muito trabalho de nosso povo sofrido. É assim a democracia, é só votar certo! ACIR CARLOS OCHOVE, Cuiabá/MT
[email protected] Vereador prometeu que devolveria verba Tem candidato que em campanha pensa ser superior a Deus. Promete asfaltar leito de rio, construir ponte entre o céu e a lua e doar parte da verba para escola, entre outros. Passada a eleição, é um tapa na cara dos tolos. Este país tem uma Constituição! LUIS ANTUNES DE MAGALHÃES, funcionário público, Cáceres/MT
[email protected] *** É inadmissível isso. Estão provadas a incompetência e falta de conhecimento dos nossos candidatos a cargos públicos. Como que uma pessoa dessa pode ser vereador, representar a nossa capital, se é leiga em pequenas coisas? Imagine nas leis específicas, na administração do município... É cada vez mais lamentável e caótica a atuação dos nossos políticos em MT. Eu culpo mais o povo, que não sabe votar: às vezes, votam em troca de um prego, de material para construção e outros benefícios. MARA SANTOS, administradora, Cuiabá/MT
[email protected] Unidade suspende atendimento Só para lembrar: foram exatamente os serviços de fornecimento de água e saúde os últimos entregues (eu disse entregues) ao setor privado. Portanto, se estão faltando água e saúde, será que não está faltando também vergonha na cara? Inclusive para nós, o povo, que assistimos a isso tudo e nada fazemos. Pensemos nisso!!! LEANDRO PINTO DE OLIVEIRA FILHO, autônomo, Cuiabá/MT
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