O Senado Federal realizou no último dia 12 de maio, uma sessão em reverência à memória de JOAQUIM NABUCO, a partir de Requerimento apresentado pelo Senador Cristovam Buarque, do Distrito Federal. objetivo principal do Evento foi resgatar - no centenário de sua morte - a obra e o pensamento de um dos maiores políticos do Brasil de todos os tempos. A homenagem ao diplomata, historiador, jurista, jornalista e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, foi valorizada, ainda mais, pela presença de seus bisnetos e, exaltada por senadores de estirpe como José Sarney, Marco Maciel, Eduardo Suplicy, além é claro, do organizador do Encontro Cristovam Buarque. O escritor e Chefe de Projetos Especiais do Museu do Homem do Nordeste, Humberto França, historiador da vida e obra de Joaquim Nabuco afirma que a estrutura do pensamento de Nabuco sobre o Brasil é atualíssima. O seu famoso livro, O Abolicionismo, foi escrito em Londres após longas pesquisas. Ele estudou a escravidão desde a sua vigência na época clássica, dos romanos e dos gregos, até a sua época. Esse livro também era uma proposta de marketing político para a campanha abolicionista. Possivelmente, a primeira vez que no Brasil alguém pensava no que se chama marketing político. Além de O Abolicionismo, Minha Formação figura como uma importante obra de memórias, onde se percebe o paradoxo de quem foi educado por uma família escravocrata, mas optou pela luta em favor dos escravos. Para o Senador Cristovam, Nabuco fez política com P maiúsculo. Um homem que colocava sua causa acima das eleições, uma causa nacional acima do local em que tinha votos. E a sua causa foi se opor de maneira veemente à escravidão, contra a qual lutou tanto por meio de suas atividades políticas e quanto de seus escritos. Fundou a Sociedade Antiescravidão Brasileira, sendo o maior responsável pela Abolição em 1888. Em discurso de improviso e com a voz embargada, o Senador Buarque disse por isso, cem anos depois de sua morte, estamos nós aqui comemorando a sua vida, comemorando a sua permanência na história do Brasil, comemorando a sua permanência na vida da Nação brasileira, comemorando que ele tenha existido... que os jovens brasileiros, que por acaso venham a tomar conhecimento desta sessão, lembrem-se de que o Brasil teve um homem chamado Joaquim Nabuco. Nome que eu considero tão forte que, por mim, o meu Estado se chamaria PerNabuco e não Pernambuco, para que ficasse marcado, no Brasil inteiro, que ele foi um pernambucano que sentiu, amou e mudou o Brasil. Da mesma forma que o Senador Cristovam homenageou o estadista e comemorou a sua vida permanente entre nós, pela sua ética e grande causa que mudou o país, eu me atrevo aqui, sem nenhum exagero, a reverenciar, também, o brilhante político brasiliense, nascido em Pernambuco, um político de causa, conhecido como o Pai da Educação a elegê-lo Senador Cristovam Nabuco. Afinal, trata-se de um homem brilhante homenageando outro homem brilhante. Sim, Cristovam Nabuco porque é reconhecido pelos seus pares no Congresso Nacional como Senador da Educação, em função do seu empenho em defesa da causa. E por onde passou, jamais abandonou a sua bandeira por uma educação de qualidade e para todos. Foi o primeiro Reitor eleito da Universidade de Brasília (UnB), Governador do Distrito Federal, tendo implantado a Bolsa-Escola, além de diversos outros programas sociais. E Ministro da Educação do Governo Lula, onde alfabetizou mais de 3 milhões de pessoas em um ano. Parabéns, Educador Cristovam Nabuco. Parabéns, por honrar o Senado da República. Obrigado por ter sido seu aluno! O verdadeiro patriotismo é o que concilia a pátria com a humanidade (Joaquim Nabuco). * VICENTE VUOLO é cuiabano, economista formado pela Universidade de Brasília e ex-vereador de Cuiabá
[email protected]