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ARTIGO
Quinta-feira, 06 de Outubro de 2011, 19h:07

VAGNER JAIME RODRIGUES E RONI DE OLIVEIRA FRANCO

Continuamos bem, obrigado!

A crise financeira que afetou a economia mundial a partir de meados de 2008 ainda está longe de terminar. Se, naquele ano, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva disse que seria uma “marolinha” para o Brasil, a presidenta Dilma Rousseff já sinaliza que está preocupada com os reflexos internos do problema. O Brasil, principalmente em 2009 e 2010, tomou algumas atitudes para fazer com que a nossa economia não parasse de girar – e de maneira virtuosa. Foram adotadas várias medidas, como a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros, linha branca e produtos de construção, iniciativas muito bem vistas e aceitas pela sociedade. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Anual de Serviços (PAS 2009), que apresentou, dentre outros dados, que esta área gerou uma receita de mais de R$ 754 bilhões no ano em que todos os países e todos os setores econômicos estavam em queda. Além desse dado financeiro, o setor de serviços no Brasil emprega 9,7 milhões de profissionais, que recebem, juntos, R$ 143,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. As empresas focadas em serviços administrativos somam mais de 40% dos profissionais contratados e cerca de 34% dos salários. É neste grupo que entram as organizações focadas em outsourcing de contabilidade, Recursos Humanos, gestão financeira, dentre outros setores. Não é nenhuma novidade que a região Sudeste concentra a maioria dos setores econômicos, mas sabemos que isto está, aos poucos, mudando, principalmente com a mudança das empresas multinacionais para regiões como Norte e Nordeste. Só que, nesta pesquisa, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo ainda dominam o setor de serviços. Segundo o levantamento, 60,7% dos profissionais trabalham nesta região, que é responsável por mais de 67% das remunerações. Esta pesquisa mostrou que, mesmo com a crise econômica eclodindo no mundo inteiro, o Brasil, de fato, conseguiu se manter estável e, até mesmo, com um pouco de crescimento. E, além disso, apresentou que as empresas não pararam e esperaram o barco afundar. Elas continuaram em busca de novas conquistas e de parceiros para alcançar os objetivos. E dentre os bons parceiros, sem dúvida, estão as empresas de terceirização capazes de contribuir para a melhoria das práticas de gestão e de processos de negócios. A excelência nessas áreas é essencial para se capitalizar de modo mais eficaz as oportunidades presentes na conjuntura econômica brasileira. As perspectivas são positivas, em especial se lembrarmos os investimentos relativos à preparação do País para sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Também é crescente o interesse de várias empresas em estar presentes no Brasil, adquirindo concorrentes locais ou instalando suas próprias plantas ou escritórios, além de joint-venture. Nos últimos 12 meses (encerrados em 30 de julho), os investimentos estrangeiros diretos em nosso país chegaram a um valor de US$ 72,2 bilhões. Tanto no tocante à infraestrutura para os dois maiores eventos esportivos mundiais, quando no desenvolvimento de novas negócios, os serviços de terceirização são uma excelente opção para que as empresas possam manter o foco na sua atividade-fim e contar com parcerias altamente especializadas em atividades-meio essenciais. Continuamos bem, obrigado, e podemos ir melhor ainda com o outsourcing ligado à gestão e à saúde administrativa dos negócios. Esperamos, apenas, que a continuação da crise econômica lá fora não nos afete, neste momento, de maneira tão grave quanto ocorre em outros países. * VAGNER JAIME RODRIGUES E RONI DE OLIVEIRA FRANCO são sócios da Trevisan Outsourcing e professores da Trevisan Escola de Negócios. [email protected]/[email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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