Parabéns ao governo Sinval Barbosa! Faz-se necessária uma nova estrutura do Estado para melhor interagir o cidadão com os Entes Públicos, dando maior transparência e celeridade às demandas surgidas. JOCÉZIO BRITO DE SOUZA, produtor rural, Cuiabá/MT
[email protected] Justiça nega de novo retorno de Murilo para a prefeitura Muito sensata e oportuna a decisão da dra. Maria Erotildes. Isto é de sua índole, e a nós, a sociedade de Várzea Grande, começamos a retornar nossa fé na Lei e na sua correta aplicabilidade, pois ainda contamos com juízes que pensam na lei, mas acima de tudo no povo que paga impostos para manter o Poder Publico. Parabéns, dra. Maria Erotildes. JOÃO CARLOS DIAS, servidor, Várzea Grande /MT
[email protected] Afastado do TCE, Bosaipo aguarda ser julgado em 7 ações É muito triste um grande Estado conviver com autoridades com caráter duvidoso e com um tribunal que num passado recente foi integralmente denunciado por atos de corrupção. Isso é justo? Tenho dúvidas se haverá julgamento! Falta cidadania e vergonha. JOÃO ALBERTO DE ARRUDA, contador e professor universitário, Brasília/DF
[email protected] Quatro terminais arrombados em 7 dias Os índices de criminalidade devem aumentar significativamente, tendo em vista que o (des)governo de Mato Grosso valoriza apenas as cúpulas das polícias. Remuneração de delegado R$ 18.000, e de agente policial e Escrivão, R$ 2.365,00. Por fim, cabe registrar que o salário dos praças/PM está uma m... JOSÉ FREITAS, Cuiabá/MT Língua e curral Mais uma vez o professor Roberto Boaventura escreve muito claramente sobre os perigos do ensino da língua, numa época em que muitos profissionais da Letras se furtam. Muitas vezes esses profissionais já são fruto da (de)formação de um ensino superior que prepara o sujeito para a volta ao popular. Fico imaginando a catástrofe com a escola não ensinando a modalidade-padrão da língua. Na verdade, têm chegado à universidade alunos (de)formados por esses crentes de que a língua padrão não precisa ser apropriada. Escrevem textos, depois de revisar, pençar e tem muitas dificuldades em descobrir a ideia central ou encontrar os argumento em um artigo jornalístico. Além disso, há uma grande força para impor a ignorância. Pedir a leitura de artigos com mais de 10 páginas quase gera protesto. É comum ouvir em sala de aula alunos dizerem que não gostam de Machado de Assis. Fico pensando: como alguém que não consegue compreender um artigo jornalístico pode não gostar de Machado de Assis. Essas vítimas talvez não consigam sequer entender o enredo de Dom Casmurro, pois já estão desobrigadas a aprender a modalidade-padrão da língua portuguesa. E é nessa modalidade que os documentos oficiais, literatura e outros estão escritos. Além disso, fico intrigado ao ler mensalmente o texto do (sócio)linguista Bagno na revista Caros Amigos e sempre ele escreve na modalidade-padrão da Língua Portuguesa. Penso ser estranho para quem defende que o ensino deve ser flexibilizado. ANDERSON FLORES, professor, Alta Floresta/MT
[email protected] Roubos e furtos crescem 60% após greve Aonde vamos parar com este Brasil? Quais seriam as razões para uma vitimização em massa? O povo brasileiro seria mau-caráter? Faltam lei e ordem? Deficiência na segurança pública? As vítimas estão negligenciando a segurança dos seus próprios bens? Não estamos vivendo um momento de anomalia completa das nossas relações sociais? Perdemos os valores éticos e morais? O Brasil hoje ocupa a 7ª (sétima) posição em roubos e furtos em nível mundial. Mais de 20 milhões de vítimas anuais. A desigualdade intensa (étnica, social e econômica), que é percebida como fortemente desarrazoada, contribui para o aumento dos crimes, para o uso de drogas, para o aumento de adolescentes grávidas, para as doenças cardíacas, doenças mentais, mortalidade infantil, obesidade, evasão escolar, aumento dos homicídios, dos policiais, das prisões, etc. Mas a desigualdade social não é a causadora do crime em si, mas o fato é que pessoas mais carentes, ou com pouco estudo, tendem a cometer crimes menos complexos como o roubo e furto, além de pequenos tráficos. Enquanto pessoas mais estudadas e com maiores recursos tendem a cometer delitos mais elaborados, como o estelionato (golpes), crimes tributários, desvios de recursos e crimes de colarinho branco, os quais são mais difíceis de provar. Exemplo: uma pessoa malvestida não conseguiria dar um golpe (estelionato) em uma loja. Logo ele entra, subtrai a mercadoria e sai correndo (furto). O Código Penal brasileiro tem aproximadamente 1.600 delitos penais previstos. Apenas três respondem por quase 80% dos presos no Brasil (furto, roubo e pequenos tráficos). Agora, pasmen!, pra abraçar de vez a impunidade, segundo pesquisas, no Brasil para cada 100 crimes cometidos apenas um é punido. E ainda conforme pesquisa do IBGE em 2010 constatou que menos da metade das pessoas vítimas de furto (sem violência) ou roubo (com violência) procuraram a polícia. Este fato chamamos de cifra negra, ou seja, número de delitos cometidos que não chegam a ser apurados ou punidos. Seria a descrença na polícia? Eu fui roubado várias vezes; minha esposa, 2; meu filho, 2; meu pai, 1; meu sobrinho, 1; e minha irmã, 4. Quantos ladrões foram presos? - Nenhum... Bens recuperados? - Nenhum... B.O. foram feitos? 95%, sim. O crime acaba alimentando um mercado de processos judiciais, tanto que nas faculdades de Direito não se estuda Direito Criminal, mas sim Direito Penal. Além de alimentar a indústria de produtos e serviços de segurança. Hoje a mente do criminoso habitual funciona como a de um comerciante, ou seja, busca o lucro e analisando o risco de ser pego e até mesmo a possibilidade de cumprir a pena. O que tem influenciado no aumento de crimes são a impunidade e também o próprio fato atual de tratarem os criminosos como se fossem as vítimas da sociedade. E então eles perdem a vergonha e o Estado perde o controle social. Imagine em uma sala de aula se o aluno malcomportado não tiver sanção ou se for tratado com privilégios. O que acontecerá? A tendência será de que os outros também mudem para o mau comportamento e o efeito seria ampliado. O mesmo vale para uma empresa, a qual, em vez de punir, então iria promover para tratar o coitado do servidor que desviou a verba. No entanto, isto é o que tem acontecido no sistema criminal atualmente. No fundo, a impunidade é a grande aliada do aumento da criminalidade... Um abraço do Leo (na semana passada teve um comentário meu, feito no Diário e republicado no site do CNJ - Conselho Nacional de Justiça, sobre os juízes ameaçados). LEO SANTOS, Cuiabá/MT
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