ARTIGO
Segunda-feira, 25 de Julho de 2016, 19h:18
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EDUARDO PÓVOAS
Chile referência?
Tite afirma em entrevista na Gazeta Esportiva do dia 27 de junho que o Chile é referência para nossa Seleção. Que referência que nada, Tite! A Seleção Chilena pode nos servir de referência em dois sentidos que a faz vencedora dos últimos títulos disputados: A Vergonha na Cara, requisito que há muito tempo está afastado de nossos jogadores, e a vontade imensa de ganhar. Canelas de vidro como se diz na linguagem do futibolês, os arquimilionários que hoje se propõem a defender nossa seleção pensam nos milhares de dólares que poderão entrar nos seus bolsos em propagandas e outras formas de ganhar dinheiro que não necessitam entrar em bolas divididas. Imaginem senhores, Marco Polo del Nero, o presidente da CBF, que tem medo de sair do Brasil para não ser preso, diz e o site Terra publica na primeira página que escalou o senhor Alexandre Silveira, funcionário da CBF e homem de sua confiança, para vigiar Tite, seu desafeto desde que assinou um documento pedindo a renúncia do agora, seu patrão. Tite, nada mais é do que o técnico da Seleção Brasileira, unanimidade nacional (até não perder dois jogos, mas é!). Tem cabimento??? Quem acompanhou o futebol na década de setenta, lembra-se perfeitamente como os jogadores daquela época vibravam com um gol. Hoje a gente vê um desses trilionários vibrar com um gol, fica sem saber se é de alegria ou se ele acabou de sair de um velório. Tem que ser trabalhado o jogador brasileiro, para voltar a ter vontade de vestir a camisa verde amarela como outrora. Mostrar a eles, que fora do campo existem duzentos e vinte milhões de apaixonados por nossa seleção. Agora tomar o Chile como referência dá licença né Tite! Se você disser que hoje o Chile pratica um futebol superior ao nosso acredito e admito. Se disser que seleções infinitamente inferiores à brasileira tecnicamente jogam com o coração na mão e uma vontade ímpar de vencer, admito e concordo. Isso que o Chile tem. Joga com o coração, joga como se tivesse à mesa, um bife de filé acebolado com batatas fritas. Nós nem com camarão ou lagosta estamos jogando nada. Outra oportunidade de mostrar vontade e vergonha se apresenta aos nossos jogadores: ganhar o único título que falta ao Brasil, Campeão Olímpico. Nós estaremos nas arquibancadas torcendo e dando a maior força. Não podemos da arquibancada chutar em gol. Com você, Neymar, e com seus companheiros, acredita o povo brasileiro, que a garra e a vontade de ganhar voltem. * EDUARDO PÓVOAS - pós-graduado pela UFRJ