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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012, 19h:31

ALECY ALVES

Celebração natalina

Como 2012 passou depressa. Este ano, se o mundo não acabar na sexta-feira, dia 21, vou celebrar o 50º Natal de minha vida. A cada ano, mesmo celebrando a data em família, sempre há novidades para compartilhar. Nem sempre, infelizmente, os novos acontecimentos são tão bons como gastaríamos. Mas a vida é assim, feita de chegadas e partidas, sorrisos e lágrimas, vitórias e derrotas... Nesse meio século terráqueo, sem a pretensão de desvendar os mistérios da vida, contabilizo muito mais alegria do que tristeza. Como escreveu a grande Clarice Lispector: viver ultrapassa qualquer entendimento. Já que ultrapassa minha capacidade de entender, apreendi que não poderia nem mesmo cortar meus próprios defeitos, como gostaria, porque não sei qual ou quais integram a base do meu ser. Vejo que poderia, no máximo, com a maturidade e sabedoria que Deus nos doa ininterruptamente, amenizá-los para não permitir que se tornem inconvenientes ao ponto de afastar-me das pessoas com as quais compartilho o desejo de convivência. Tenho aprendido, cotidianamente, que há sentimento que não podemos cultivar, pelo bem do nosso próprio corpo e alma. Um deles é o ódio. Esse não poderia ser um sentimento nato do ser humano. Humano, na tradução da palavra, é aplicado ao ser dotado de benevolência, bondade, caridade, misericórdia, generosidade e indulgência. Não sou pretensiosa ao ponto de acreditar que viveria integralmente sob o manto da palavra “humano”. Jamais, por mais que eu tentasse, como todos os defeitos natos e adquiridos ao longo da vida, acumularia tantas qualidades. Por outro lado, em meu ser não há espaço para o ódio. Sendo assim, se não faz isso durante o ano, que tal aproveitar o Natal para experimentar na prática, o que é ser humano. Festejar o nascimento de Jesus doando algo, poderia ser tempo para ouvir e entreter alguém que precisa de companhia e afeto. Ao invés de reclamar da vida, tentar culpar outros por nossas falhas e defeitos, precisamos nos lembrar que quando algo não está como queremos, um passo à frente pode deixar para trás o que não nos faz bem. E se não podemos entender a vida, também não podemos perder tempo com sentimentos e pessoas que tornam tudo doloso e mais complexo. ALECY ALVES é repórter

Edição EDIÇÃO 16961




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