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ARTIGO
Quinta-feira, 14 de Março de 2013, 21h:34

JONAS JOZINO

Buracos nossos de cada dia

Buracos nossos de cada dia. Como está difícil trafegar por Cuiabá neste período de chuva e com as obras da Copa do Mundo, principalmente no entorno das principais avenidas da cidade por onde vão passar os trilhos do VLT. E se não bastassem os buracos, temos os desvios, a longa rota para se chegar de um ponto a outro. Não está nada fácil andar por Cuiabá. Dá pena. Em determinados locais é preciso escolher qual buraco entrar. Tudo bem, a justificativa é a chuva, comum nesta época do ano, Mas, será que apenas e tão somente a água que cai do céu é a responsável pela buraqueira? Lógico que não. Infelizmente, os setores responsáveis pelo asfalto de nossa cidade tem uma culpa muito maior que a de São Pedro, que teima em abrir as torneiras. As nossas ruas e avenidas não foram feitas para suportar o estrondoso peso das carretas que passam por elas. Esta pode ser uma justificativa das autoridades do setor. Por isso, tantos buracos. Mas, então por que tantas carretas passam pela Avenida Fernando Correa, por exemplo, se o caminho delas deveria ser a rodovia dos Imigrantes? A tal rodovia está mais esburacada ainda. Tem apenas 28 quilômetros e quem se aventura a andar por ela leva, pasmem, quatro horas para percorrer este trecho. Está pior do que andar por rodovias sem asfalto e enlameada. De quem é a culpa? O governo do Estado e a prefeitura da Capital sabiam que seriamos sedes da Copa do Mundo. Isso desde 2008. Portanto, tiveram mais do que tempo para se preparar para esta situação, a de obras para a Copa e o aumento considerável da frota de carros, caminhões e carretas por nossas ruas. Infelizmente não deram a mínima, não prepararam os desvios, não reforçaram a malha viária. Azar dos motoristas, obrigados a percorrer quilômetros a mais para se deslocar de casa até o trabalho e a fazer malabarismos para tentar escapar da buraqueira. Pneus que estouram molas que quebram, amortecedores que se entortam... Tudo pelo progresso, pela Copa, pelo encanto de ter uma cidade mais bonita e com mais buracos. Pelo menos algumas categorias se veem felizes, a dos borracheiros e mecânicos. Nunca se viu tantos carros parados para consertos. Quem paga a conta? Ora nós, meros contribuintes de impostos. E pelo andar da carruagem, com a lentidão das obras e os buracos aumentando vamos ter de continuar sofrendo até o início da Copa, ou depois, se as obras não terminarem no tempo certo. Operação tapa-buraco com fina massa asfáltica não resolve. JONAS JOZINO é editor do Caderno de Esportes do Diário de Cuiabá E-Mail – [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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