NA HORA
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ARTIGO
Quarta-feira, 08 de Dezembro de 2010, 20h:46

RENATO DE PAIVA PEREIRA

Beba água com cuidado

Pelo que vi na televisão nesta semana, tive muita sorte em passar dos 60 anos de vida. Pois não é que informaram numa longa reportagem, seguida das costumeiras remessas aos sites da emissora, que existe uma forma correta de tomar água. Sim senhor, meu único e caro leitor, ou Sim senhora minha única e cara leitora (não creio que tenha os dois, daí a necessidade do OU excludente) beber água está ficando muito complicado. Então, como estava dizendo, o programa ensinava como se deve fazer para não faltar água no organismo e também para não haver excesso dela. É mais ou menos assim: Um homem adulto consome cerca de 2.500 calorias por dia e precisa beber 2,5 litros de água neste período; a mulher, que consome 2 mil calorias beberá 2 litros. Fácil não? Seria, não fosse a seqüência da instrução: se você faz exercícios físicos a dosagem acima não vale. Nesse caso deve se pesar antes do início das atividades e fazer pausas regulares para tomar, durante o período de exercícios, doses de 150 ml de água por vez. Depois da malhação a “vítima” vai ao banheiro e excreta a água que já está na bexiga. Em seguida pesa-se novamente. À diferença de peso entre o começo e o fim dos exercícios, acrescente o volume da água consumida durante o esforço. Por exemplo, se perdeu 500 g e ingeriu 600 ml de água, multiplique o total (500+600=1.100) por 1,5 o que dá 1,650 l. Esta é a quantia, que ingerida reporá a reserva do organismo. A matéria explicava que beber água sem critérios, pode fazer muito mal à saúde. Se toma pouco a urina fica concentrada gerando várias doenças; se muito, dilui os sais do organismo ocasionando outros diferentes males. Aí fiquei pensando como fui ignorante e irresponsável durante todos esses anos. Que sérios riscos corri bebendo à saciedade nas bicas e nas minas, guiado somente pelo instinto e pela natureza. Se minha mãe fosse viva ia cobrar dela essa falha na educação. Ela deveria ter-me dado uma cadernetinha e um lápis e ensinado a fazer a conta acima. Acho que ela também não sabia do perigo de beber água quando tem sede e na quantidade que o organismo pede. Mas nunca é tarde para melhorar. De hoje em diante vou andar com um copinho dosador e uma calculadora eletrônica para repor ao meu organismo, que foi tão desrespeitado durante essas seis décadas, a quantia exata de água de que ele precisa. Para proteger nossas crianças, peço às mães que exijam das escolas um acompanhamento severo do consumo de água dos seus filhos e que elas, as escolas, mandem diariamente um relatório informando as quantidades ingeridas, não esquecendo, é claro, de informar a ocorrência do xixi, espontâneo ou induzido. Como estamos na época que ninguém vive sem os “personais”, torço para que rapidamente entrem no mercado os “personais water” que munidos de GPS e Planilhas eletrônicas, calculem a cada hora a nossa necessidade de água, garantindo sua imediata reposição. * RENATO DE PAIVA PEREIRA - empresário [email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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