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ARTIGO
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012, 19h:33

TÂNIA NARA MELO

Até quando?

O saldo da violência no período dos festejos de Carnaval foi de nada menos do que oito assassinatos na Grande Cuiabá, cinco deles em Várzea Grande. Mais do que o dobro do registrado no mesmo período em 2011. A violência nas ruas, aliás, não é novidade para ninguém, cresce a cada dia. Cada vez mais a população sente-se insegura, com receio de sair, seja para ir ao trabalho ou para os raros momentos de lazer. Ninguém está a salvo da ação dos bandidos, que não têm hora nem lugar para agir. Em outros tempos as pessoas sabiam exatamente os locais onde corriam o risco de ser vítimas de assaltos, ou sequestros-relâmpago, e procuravam evitá-los. Hoje temos que entregar nossa sorte à providência divina, pois nunca sabemos ao certo onde mora o perigo. Ele parece estar sempre à espreita, em cada rua, em cada esquina, na escola, no trabalho, etc., esperando o momento oportuno para se mostrar. Nas grandes cidades, nas chamadas metrópoles brasileiras, as cenas do cotidiano se revelam assustadoras, onde muitas vezes crianças e adolescentes colocam-se sem medo frente aos carros para roubar os motoristas. Por aqui, felizmente, ainda não atingimos tal nível. Mas ainda assim a violência assusta, e muito! Principalmente porque não há sinal de que a situação vá melhorar, porque numa rápida análise de todo esse caos nas ruas, não só em Cuiabá, mas em todos os grandes centros do país, a constatação de um fato assusta muito mais: o poder das drogas e sua ligação direta com a violência. O que alimenta a violência é a droga. É ela quem alicia os jovens e os coloca na linha de fogo entre a polícia e os traficantes, numa vida de risco permanente e que dificilmente se prolonga além dos 25 anos. E o que é pior: são esses jovens que em busca do que a droga possa lhes proporcionar, sejam poucos momentos de prazer, a falsa sensação de poder ou a ilusão de que sua vida pode melhorar, que estão nas ruas assaltando, matando e morrendo. Toda essa situação é como um círculo vicioso: os jovens e adolescentes que lideram as estatísticas da violência usam drogas para roubar e roubam para usar drogas. É como estar num beco sem saída. E enquanto isso, os donos do tráfico ganham mais força e aumentam seu poderio bélico e econômico, na intenção de dominar as ruas e tudo mais que seus braços possam alcançar. E se engana quem pensa que apenas os jovens sem oportunidade de trabalho e que vivem em condições precárias estão envolvidos com o tráfico. Não são poucos os bem-nascidos que acabam nesse meio. Aliás, o dinheiro fácil das mesadas é como um chamariz para aqueles que estão sempre em busca de uma nova presa. E para estes alvos tem sempre mercadoria à disposição: é um baseado, um comprimido de ecstasy, uma pedra de crack, um papelote de cocaína e muito, muito mais... É assim que tudo começa, é assim que se alimenta a escalada da violência. Até quando??? TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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