Olhar multiplicado na paisagem em movimento gravitacional. Instante unificado da criação em arte real. Fotografia revelada em páginas da cultura regional. Artes plásticas respirando e transpirando em pele irrigada de um coração palpitante em poesia. Fábio Motta e João Sebastião Costa em encontro cadenciado pela harmonia. Harmonia da Floresta Tropical. Harmonia do Pantanal. Harmonia do Cerrado em toda e qualquer estação. Harmonia do planeta em continuada rotação. Harmonia das cores refletidas pela luz solar. Harmonia do verbo retratar com perfeição. Harmonia da humanidade em evolução. Harmonia do homem com os seres criados em beleza ameaçada de extinção. Harmonia do homem pelo fim da força bruta que mata e que dilacera. Harmonia do homem com a natureza em perpetuada Primavera. Olhar pensante além dos pontos das reticências em verso livre. Olhar falante além das fontes de um regato do relevo global. Olhar incessante diante do horizonte emoldurado pela ordem ambiental. Olhar de quem sente e de quem sentirá. Olhar de quem vive e de quem mora em Cuiabá. Olhar de quem faz ser a arte sinônima da cidadania mundial. Olhar de quem faz ser a natureza a réplica da musa universal. Fábio Motta e João Sebastião em encontro traçado pela geometria. Geometria da forma contornada pelas pegadas de um pincel em expressão. Geometria da câmera ampliada pela lente em exatidão. Geometria da prosa em prontidão. Geometria do cravo de mãos dadas com a rosa numa mesma floração. Geometria da onça pintada acuada. Geometria da onça pintada abatida além de um tiro certeiro. Geometria da onça pintada em cativeiro. Geometria da onça pintada diante do caçador. Geometria da onça pintada em agonia transfigurada em dor. Geometria da onça pintada empalhada em mais de um museu. Geometria da onça pintada camuflada em mais de um ribeirão. Geometria da onça pintada em frente, verso e refrão. Olhar de dois artistas irmanados pelo dom do retrato antes de qualquer imagem emoldurada. Olhar de dois artistas comprometidos com o natural numa mesma curvatura pontilhada. Olhar de dois artistas além de uma mata ciliar devastada. Olhar de dois artistas em aurora angular. Olhar de dois artistas em poente circular. Olhar de dois artistas em brilho estelar. Olhar de dois artistas em obras que se complementam diante dos verbos preservar e conservar. Circule você também por esse universo recriado. Circule você também por essa Arte sem ponto final determinado. Circule você também por esse nosso Mato Grosso mais do que simplesmente fotografado. *AIRTON REIS é poeta em Cuiabá
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