Pois é. Psicanaliticamente a timidez é vista como uma espécie de proteção para o desenvolvimento da personalidade, escreveu um inglês que não lembro o nome. Algo assim. Uma pessoa adolescente, a faixa etária onde a timidez é maior, na média, está sendo empurrada para o mundo adulto pela propulsão de um zilhão de neurônios ativados à velocidade da luz. Mas ela necessita de alguma penumbra para não se expor demasiadamente, porque ainda é insegura sobre si mesma e tanta novidade. Alguma sombra, proteção, tapume, véu, nada exagerado, na maioria das vezes, para que ela visualize algum sentido para o futuro adulto do qual está prenhe. Não chega a ser o armário (aço, madeira, conglomerado) dos homossexuais, mais escorraçados e ameaçados (80 mortes em 10 anos em Cuiabá é uma epidemia que torna-se mais agressiva com a pedofilia que campeia e as agressões às mulheres). Então, a tímida encolhe-se ou recolhe-se a si mesma, cria uma couraça, de variável consistência, para poder administrar aquela espiadela ocasional do mundão lá fora. Nada de mais seria se o mainstream consumista não glorificasse a extroversão e condenasse a introspecção quase como um defeito. Haja aditivo, evidentemente excepcionais potencializadores da personalidade desde os tempos imemoriais. Há quem garanta, por exemplo, que a presença onipresente do álcool nas diversas sociedades, desde os tempos imemoriais (a abstenção é sempre compensada), advém da garantia que a desinibição dá para o intercurso sexual que garante a continuidade da vida. TADEU SILVA, historiador, Cuiabá/MT
[email protected] Com a boca no trombone Olá, alguns músicos tem liminares mas a ordem recorreu de todas, portanto, eles só terão direito de tocar sem carteira depois de julgado em última instância, existe a nota contratual n. 3.347/86 do Ministério do Trabalho que diz ser obrigatório o visto da OMB antes do show, o músico tocando sem habilitação da OMB esta no exercício ilegal da profissão At. 47 - Lei de Contravenções Penais podendo ser registrado BO por exercício ilegal da profissão de músico, quando o músico entra em acordo amistosamente para regularizar sua situação junto a OMB, as taxas são parceladas. Deve-se ressaltar ainda que, para fazer a regularização na OMB, a anuidade é muito barata; para quem paga em janeiro é somente R$ 80,00, menos de R$ 7,00 reais por mês. DANIEL CAETANO DE MORAIS, músico - delegado OMB/MT, Barra do Garças/MT
[email protected] Estacionamento estreita pistas Pergunte ao secretário atual de Infra Estrutura Josué de Souza, que já foi da SMTU, qual a solução de estacionamento em Cuiabá que ele sabe. Afinal, foi em sua gestão que se implantaram os parquímetros, que o Wilson tirou. Na época a imprensa, em sua grande maioria, foi a favor de retirar uma coisa que, hoje, está fazendo falta. Pois devem ser criados mecanismos que façam com que os carros não fiquem na rua o dia inteiro. A rua não é depósito, mas esse governo acabou com uma ideia muito boa. Se o problema era com quem implantou, por que não implantar agora? JOÃO BOSCO, advogado, Cuiabá/MT
[email protected] Êxodo mato-grossense Nas décadas de 60, 70 e 80 o Governo Federal decidiu ocupar a Amazônia e para cá trouxe uma grande leva de imigrantes que transformaram o Estado, até então um vazio populacional, num exemplo de produção e produtividade com alta tecnologia. Não havia restrições quanto ao limite dos desmatamentos. O que interessava era ocupar a região no famoso - integrar para não entregar - visto que já se notava interesse internacional pela Amazônia. Eles deram fim às suas florestas, principalmente os norte-americanos, e começaram a cobiçar nossas matas. Quem atendeu o apelo governamental sabe quanto sofrimento e por quantas malárias passou sem o menor apoio logístico, pois as estradas eram precárias, isso onde elas existiam. No entanto, a realidade populacional mudou completamente. Após a divisão Mato Grosso tinha pouco mais de 125 municípios, sendo Chapada dos Guimarães o maior do mundo, maior ainda do que vários países. Assim, o que antes era sertão foi ocupado e a realidade, em menos de trinta anos, é outra, nem se comparando àquele período de heroísmo. No entanto, de repente, aquelas pessoas que antes eram desbravadoras viraram marginais e estão sujeitas até a prisão e penalizadas com multas impagáveis. Se por um lado os ocupantes daquelas terras ermas erraram em seus desmatamentos, por outro, não lhes foi dito o quanto deveriam derrubar, o importante era ocupar o vazio amazônico. É muito fácil ao senhor Carlos Minc, ambientalista de Copacabana, considerar todo produtor um bandido em potencial. Ele não sofreu na pele as agruras pelas quais passaram os pioneiros, os quais, em boa parte, ficaram enterrados naquelas matas, vítimas de doenças ou pistolagem. Ele deveria viver por algum tempo na região, numa vila bem remota e sofrer como os moradores de lá. Que tal Colniza? Lá, o povo ordeiro convive com matanças e brigas por terras com características de far-west, onde vale a lei do mais forte ou a melhor arma. Só quem já morou em lugares que não havia nada, nem água, luz, telefone, nem estradas, sabe o que é sofrer e, por incrível que pareça, um presidente que se diz trabalhador, apóia o seu subalterno autorizando-o a parar nosso Estado sem que seja realizado um trabalho de conscientização junto aos produtores sobre a importância de preservar mananciais e matas ciliares. O que eles aprenderam, se está errado, vem desde o descobrimento e só agora alguém percebeu que está errado e que quem já foi pioneiro, hoje é tratado como bandido e ameaça a sobrevivência do planeta. ALCIR MARTINS ATAÍDES, funcionário público, Nobres/MT alcirmartinsataí
[email protected] A minha igreja é arcaica Excelente o artigo do Sr. Eduardo Póvoas. A Igreja Católica Apostólica Romana precisa abandonar seus dogmas inquisitórios e se voltar para os novos tempos: ser a verdadeira e acolhedora Igreja de Cristo. JOSÉ CEZÁRIO M. ASCHAR, bancário aposentado, Cuiabá/MT *** Mais controle por parte da igreja, menos tolerância para com os pecados, mais amor próprio, isto sim dá resultado e não ficamos com os olhos inchados. RODOLFO PRADO VISTA, desempregado, Cuiabá/MT
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