NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

ARTIGO
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008, 20h:18

ONOFRE RIBEIRO

Ainda sobre os jovens

Volto ao assunto do artigo do último domingo “Que é que há, minha gente?”, onde o questionamento foi em torno da atitude de infantilidade permanente da juventude mato-grossense. Recebi uma série enorme de e-mails que não poderia ignorar, principalmente pela qualidade das abordagens. Sem comentários, cito trechos de alguns: De Romeu Tieppo: “O maior problema que constata em seu artigo é a desesperança. Ela leva à morte (violência nas ruas e trânsito, às drogas, à banalização e corrupção dos valores, entre alguns mais conhecidos, e ao suicídio). A Europa e, particularmente, a França já enfrenta este tipo de problema de forma epidêmica há muitos anos. Suicídio e violência urbana, com drogas de todo tipo, é conseqüência primária. (...) Enfim, uma última e importante coisa: os filhos sabem o que seus pais fazem. Os filhos sabem como seus pais vivem. Os filhos sabem como seus pais são corrompidos, humilhados ou exaltados, donde vem seu sustento. Mais, os filhos conversam entre si, são amigos, são inocentes, confabulam, uns sabem o que se passa na casa dos outros. Não se enganem, nossos filhos sabem dos nossos podres, dos podres de toda sociedade, e sabe mais do que a imprensa divulga. Se os filhos desistiram e não acreditam mais na sociedade, é porque eles têm razão, têm conhecimento para esta decisão, têm uma sabedoria formada.” Mercês Dignan, da Inglaterra: “Concordo, mas adiciono que a culpa também é da mídia e da tecnologia, onde todos se sentem na "obrigação" de usar o MSN, Orkut, Text Messages, etc. e vivem nessa "realidade virtual", e não querem saber da realidade verdadeira. Isso está se tornando o mal do mundo inteiro, já que a internet nivela todas as pessoas de lugares e classes sociais diferentes. É claro que tem muita vantagem na tecnologia (como o caso desse e-mail), mas a juventude se tornou viciada, e eu até diria que um tanto quanto "alienada" por causa dessa disponibilidade de tecnologia. Às vezes ficam como zumbis. Fico vendo os adolescentes daqui, e a realidade é muito semelhante. O ideal é que os pais se interessem mais pelo que os filhos fazem e procurem "limitar" o tempo que eles gastam em frente do computador ou laptop, já que é necessário que haja limites”. Elza Lima, de São Paulo: “Muito bom esse seu artigo Onofre. Um verdadeiro tiro na mosca. Estou com os três filhos bem encaminhados para a vida e, minha caçula de 18 anos, depois de curtir férias no Brasil, onde não vinha há um ano, comentou comigo dias antes de retornar para os EUA onde faz faculdade: "mãe, fiquei um ano sem vir pra cá e nesses poucos dias aqui com minhas amigas descobri que elas não têm projeto de vida nenhum. Até mesmo as que já estão na faculdade, continuam os estudos só pra satisfazerem a vontade dos pais. É muito triste ver que aqui no Brasil os jovens não têm esperança nenhuma e por isso fingem que a vida deles está ótima, que o futuro ainda está muito distante e que os pais são seres eternos". Rosana Ravache: “Ficou faltando só o grupo (grande) que faz faculdade só para fazer concurso e ganhar melhor "na moleza". * ONOFRE RIBEIRO é articulista deste jornal e das revistas RDM e Centro-Oeste [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL