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ARTIGO
Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 20h:01

ONOFRE RIBEIRO

Ainda sobre a Copa de 2014

Na semana que passou escrevi sobre o assunto e gerou bons debates. Foi bom, porque uma coisa ficou bem clara: o assunto ainda é muito desconhecido. A questão que surgiu no primeiro momento da escolha de Cuiabá com uma das sedes da copa de 2014, foi o que a cidade ganharia. No artigo lembrei um pouco da história da desestruturação urbana da Cuiabá simples dos anos 70. Um evento como a Copa do Mundo traz junto uma série enorme de transformações. Não estou falando de mudanças, mas de transformações. A primeira e mais visível onda das transformações será na questão viária de Cuiabá e de Várzea Grande, que hoje têm enormes problemas. As duas cidades precisam e vão se modernizar nesse aspecto. Segundo, o estado de Mato Grosso, independente da copa do mundo, está vivendo um momento muito rico de investimentos internos e externos. Cuiabá e Várzea Grande serão base de lançamento de setores como educação, saúde de complexidade, serviços financeiros, administrativos públicos, comerciais e de atividades mais refinadas desse momento futuro. Com a copa, investidores do mundo e do Brasil, vão escanear de ponta a ponta Mato Grosso em busca de opções para investimentos que lá fora já não são mais interessantes. É bom lembrar que o mundo ainda está em crise. Basta olhar a engenharia econômica mundial, onde o Brasil aparece entre os países emergentes: os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). Brasil no mundo atual, é sinônimo de sucesso e de dinheiro. Basta viajar pra fora do Brasil. Na engenharia do novo poder econômico mundial, onde o Brasil aparece tão bem, Mato Grosso já aparece hoje como uma grande alternativa de negócios. O ambiente de negócios do Estado é excelente. Repito: independente da copa. Com ela, melhora muito mais, pela divulgação mundial. A copa vai alavancar muito antes e depois. A partir de 2012, o Brasil será escaneado pela mídia mundial, na preparação do ambiente para o evento de 2014. Aliás, tem a Copa das Confederações um ano antes. Ao fim da Copa, a capital não será a mesma tanto pela imensa divulgação que terá, puxada pelo turismo diferenciado e extraordinário que o estado oferece para um mundo globalizado estressado, como pelos ambientes de negócios que tiverem se desenvolvido para o evento e para o futuro. Ninguém duvide que a atração de negócios vai muito além do podemos imaginar hoje. Mas se mesmo os pessimistas ainda persistirem perguntando o que fazer com o novo Verdão e com os estádios que ficarão, gostaria de lembrar o Centro de Eventos do Pantanal. Quando o Sebrae-MT o idealizou, foi muito criticado e chamado de “elefante branco” pelos mesmos pessimistas de hoje. Quando o governador Dante de Oliveira entrou no circuito para apoiar a obtenção de financiamos no Banco da Amazônia, foi criticado também pela mesma razão. Hoje p centro de eventos é disputado e serve como um imenso atrativo de eventos como congressos, etc. para Cuiabá. Na esteira, haja hotéis. Na recente Expoagro, que não é um evento tão extraordinário, todos os hotéis da cidade estavam lotados. O futuro de Mato Grosso pede ousadia, pede visão de empreendimentos corporativos muito além da nossa visão atual, e pede que a sociedade não atrapalhe com opiniões pequenas como no caso do Centro de Eventos do Pantanal. Mato Grosso nem precisaria da copa do mundo para se alavancar. Mas com ela se acelerarão investimentos de transformação e de abertura para o inevitável futuro. Está na hora de deixarmos de ser amadores sobre o nosso amanhã! *ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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