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ARTIGO
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010, 19h:22

PAULO PANOSSIAN

Agricultura orgulho da Nação

Enquanto esses energúmenos líderes do MST, e amigos do Lula, prometem invadir terras produtivas em maior número se a candidata do PT, Dilma Rousseff vencer as próximas eleições, milhares de homens do campo produzem cada vez mais alimentos, barateando seus preços e com qualidade permitem que milhões de brasileiros de baixa renda tenham uma mesa mais farta! É motivo de orgulho para todos nós, porque em pouco mais de 40 anos e graças também a criação da Embrapa no governo militar, a produtividade no campo saltou de 250 kg de grãos por habitante para 758 Kg. Em 1965, a área de plantio era de 21 milhões de hectares e sua produção de apenas 20 milhões de toneladas de grãos. Em 2010 vamos produzir sete vezes mais, ou seja, 145 milhões de toneladas, ocupando apenas 48 milhões de hectares plantados. Não é fantástico! Já na pecuária, em 1965 a produção de carnes era de 2,1 milhões de toneladas, ou, 25 kg por habitante. E hoje produzimos mais de 20 milhões de toneladas, o que corresponde a pouco mais de 100 kg por habitante. E é bom lembrar que, com as novas tecnologias a área ocupada pela pecuária esta diminuindo, favorecendo mais hectares para lavoura. E isso se constata no crescimento em 10 vezes da produção com relação a 1965, mas as áreas de pastagens cresceram apenas 15%. Logicamente que este super desenvolvimento agrícola, além da competência dos nossos técnicos da Embrapa, deveu-se também pela criação do Real que estabilizou nossa moeda, extirpando de vez a inflação acima de dois dígitos, que penalizava a lucratividade e os investimentos no campo. E não por outra razão que, hoje equipamentos agrícolas altamente sofisticados estão sendo adquiridos e utilizados em grande escala, não somente por grandes produtores, propiciando ganhos de produtividade e redução de custos na produção. E graças a estes fatos citados acima é que o Brasil se tornou um dos maiores produtores de grãos do mundo. E as divisas com as exportações não param de crescer, ajudando alavancar superávits na balança comercial. Para se ter uma ideia exata dessa dimensão, entre 1994 e 2009, o agro-negócio acumulou um saldo comercial com as exportações de US$ 453 bilhões. E neste mesmo período a balança comercial brasileira foi de US$ 255 bilhões. Ou seja, não fosse à pujança do agro-negócio, hoje nós estaríamos amargando um déficit externo monumental de US$ 198 bilhões, e ainda não teríamos reservas cambiais hoje em US$ 250 bilhões. E o mais auspicioso ainda é que numa pesquisa desenvolvida pelos economistas José Roberto Mendonça de Barros e Juarez Rizzieri, indicam que os preços dos alimentos na cesta básica em São Paulo, entre 1975 e 2005 caíram 5% em termos reais. Ou seja, em 30 anos o preço da alimentação na mesa dos paulistanos reduziu! É inacreditável. Meu caro leitor, todo este progresso agrícola foi conquistado a duras penas, e sem infraestrutura adequada. Ainda hoje, as estradas são péssimas, exceção de São Paulo. Portos obsoletos, ferrovias longe do ideal e transporte fluvial ainda engatinhando. E o presidente Lula, oito anos avesso a investimentos produtivos, está preferindo construir um trem-bala de Campinas ao Rio de janeiro, que vai consumir algo próximo a R$ 60 bilhões, quando com estes mesmos recursos poderíamos resolver todos os gargalos da nossa produção, não só agrícola, mas de todas as atividades econômicas, e ainda gerar sustentadamente milhares de empregos. Pois é: com demagogia e populismo não se constrói nada, apenas indignação e retrocesso. Mas com empresários e trabalhadores do campo nós temos muito que aprender... PAULO PANOSSIAN [email protected]

Edição EDIÇÃO 16960




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