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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 29 de Março de 2008, 15h:09

LEITOR

Abordagens urbanas

“Caro Dr. Onofre, a ocupação da Amazônia foi irresponsável e predatória. Continuar deste jeito seria acabar, em curto prazo, com o futuro do povo do Nortão. Mudar tudo e garantir o futuro vai ser doloroso, sim, no entanto, traz esperança, qualidade de vida e vai acabar com o trabalho escravo e o banditismo politiqueiro. O que se deve fazer é investir para agregar valor ao que se pode produzir legalmente. Criar uma verdadeira indústria moveleira de alto padrão, criar parques gastronômicos conforme os padrões internacionais (ver anexo) enfim, se adequar à globalização para não ficar atrás de outros Estados, sendo Mato Grosso, por exemplo, o primeiro produtor de boi do Brasil, mas com apenas três fazendas de gado capazes de atender o mercado global. Caro Dr. Onofre, nunca se esqueça de que a experiência é apenas o total da vivência de muitas besteiras, o que não vai servir para nada sem se ter uma clara visão do futuro. Para maiores esclarecimentos, favor não hesitar em me solicitar.” JEAN M. VAN DEN HAUTE, consultor, Cuiabá/MT [email protected] Novo secretário anuncia Especializada “Felizes das pessoas de Cuiabá e das regiões vizinhas. Porque no interior do estado algumas delegacias estão vazias e alguns crimes sequer são investigados (furto, por exemplo).” MARIA DE TOLEDO, dona-de-casa, Canabrava/MT Vereador quer autódromo em Cuiabá “Todas as capitais do Centro-Oeste têm autódromo, menos Cuiabá. Nossa capital, tendo autódromo, irá atrair não só turistas, mas também uma rede de comércio que gira em torno do automobilismo. Dez milhões são muito pouco frente aos benefícios de um autódromo em nosso Estado.” ANTONIO CARLOS, Cuiabá/MT [email protected] *** “Muitos investimentos podem e devem ser feitos para melhorar o esporte no Brasil, porém a Copa do Mundo de 2014 torna-se uma obsessão, pois por trás do discurso patriótico e apaixonado dos dirigentes esportivos e políticos existem interesses eleitoreiros. É a tão falada visibilidade, o que é patético, provinciano. Tristes poderosos pobres de vergonha e respeito ao rico povo brasileiro.” WASHINGTON SOUZA, professor, Olinda/PE [email protected] Professores em greve “É extremamente lamentável o que vem acontecendo com a classe mais sofrida do país, enfim é necessário aumento de salário, sim, com certeza, mas também é preciso pessoas capazes de direito, deveres e obrigação para ocupar uma cadeira dentro de uma escola pública. Isso não é o que eu vejo e muitas pessoas que possuem alunos dessas escolas. Então, será que vão repor todas as aulas perdidas? Coitado do aprendizado desses jovens que um dia serão o futuro de nosso país... Esse é o nosso ‘Brazil’ ou melhor Brasil...” LUIZ AUGUSTO VIEIRA SILVA, acadêmico de Administração, Cuiabá/MT [email protected] Deputados e vereadores “Tristes são os tempos nos quais nossos ‘nobres’ representantes legislativos são destaque na imprensa nacional devido aos privilégios que, de maneira descarada e deslavada, permitem obter às custas da ignorância dos eleitores e da população, verdadeira financiadora desses ‘mimos’ legislativos. O tempo de nomes como ‘Totó Paes’, ‘Júlio Müller’, ‘Gaspar Dutra’, ‘Fragelli’, ‘Dante de Oliveira’ e demais condiscípulos do panteão de políticos de currículos relevantes à população dos nossos municípios e do estado simplesmente acabou, e ainda irá demorar para que uma nova geração desponte e grave seus nomes na história política de nosso Estado; dessa forma, devemos nos contentar com políticos ‘xinfrins’ do naipe dos atuais, que são mais preocupados com o ‘bem-estar’ de seus ‘derrières’ e não com a população que representam, confirmando o velho ditado: ‘quem tem, tem medo’.” FLAVIO BENEDITO DE SOUZA, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected] O Big Brother da vida real “O clima de ‘apartheid’ social vivido e sentido no Brasil não é e nunca foi novidade a nenhum estrangeiro por mais ingênuo que fosse, ou embalado por nossa bebida nacional, a caipirinha, deixou de notar que nossa divisão social é demarcada pela divisão discriminada do espaço urbano e rural, sendo que as vilas pobres sempre foram contraponto das suntuosas chácaras-recreio ou dos mais modernos hotéis-fazendas, passando pelos muros das grandes mansões e de sua versão mais simples, a cerca de arame farpado ou de madeira das casas mais humildes. São uma classe abastada, que em vez de ajudar a solucionar os grandes problemas de nossa sociedade prefere continuar a aumentá-los com mais concentração de renda e mais desigualdade social. Eles deviam lutar por uma sociedade mais justa, cobrando do governo atitudes enérgicas para pôr fim à violência e à corrupção, porém para isso seria necessário pagar impostos e declarar suas rendas com probidade e honestidade, coisa que nenhum rico brasileiro deseja, e daí vão se escamoteando dos problemas reais, tapando o sol, não mais com peneira, mas com vidro à prova de bala, e vivendo alheios a ‘tudo isso que está aí’, bem típico da mentalidade de nossos atuais governantes.” FLAVIO BENEDITO DE SOUZA, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected] Aos 80 anos, Gastão ensina a carentes “Parabéns ao senhor Gastão Rizental, pelo grande exemplo de profissionalismo e competência. Acima de tudo, uma pessoa de grande otimismo, trazendo incentivo a muitos.” SIMONE RIZENTAL, aposentada, Curitiba/PR [email protected]

Edição EDIÇÃO 16968




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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