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ARTIGO
Terça-feira, 29 de Março de 2011, 20h:21

ANA ROSA FAGUNDES

Abaixo as correntes!

Na minha timeline do twiiter vejo que um amigo está espantado porque recebeu uma dessas mensagens de corrente no e-mail. Ele se questiona em que ano está. Afinal, corrente é tão 2004. Nesse mundo tecnológico as mudanças são muito rápidas, difícil de acompanhar, mas há certas coisas que são imperdoáveis, como corrente, ainda mais se ela vem em Power point. Podemos ver o crescimento explosivo do twitter, que tem míseros cinco aninhos, mas p. Ter Orkut, ou ter só o Orkut, hoje é o cúmulo do passado para traz. Crie um facebook já, pois as melhores atualizações só estão lá. O Orkut virou coisa de tia. Você tem mais amigos no facebook do que na vida real, conversa mais digitando do que falando, é cheio de tiradas no twitter, mais do que na mesa do bar, a tecnologia rege as relações sociais. Relações que pareciam inviáveis há uma década atrás hoje são possíveis. Lembro-me que em 2004 a filha de um casal amigo da minha família se casou com um cara que conheceu na internet, nas famosas salas de bate-papo. Ele veio para cá, se casaram e ela foi morar em São Paulo, super felizes. Achei curioso na época. Imaginem, naquela época. Hoje conheço gente que só conhece gente na internet, podendo ou não sair do plano virtual depois. Dia desses a Super publicou um manual de etiqueta da vida digital. Tinha lá, posso usar ringtones personalizados? A resposta é sim, desde que se evite o ridículo do óbvio ou o óbvio do ridículo. Meus colegas jornalistas, quantas vezes não deixamos o celular ligado no meio da entrevista? Aliás, alguém desliga o celular? Nem repórter e nem entrevistado. Se o nosso telefone toca a gente disfarça e desliga rapidamente. No máximo falamos no sussurro “estou na entrevista”. Já o entrevistado tem a prerrogativa de bater um papo e depois voltar ao assunto que nos interessa. Fazer o que, temos que esperar. Até aí tudo muito bem. O problema é quando no meio da coletiva toca aquele funk nada discreto no celular de alguém. Conheço secretária de gente importante, que fica em sala fechada com ar, só no cafezinho, que tem, em volume alto, um sertanejão como toque. Sem preconceitos com a opção musical, mas que chama atenção, ah chama. Nessas dicas da revista foi dito que se você estiver numa peça de teatro “potencialmente chata” não faz mal passar o tempo respondendo algumas mensagens, desde que o brilho do visor esteja no mínimo, para não chamar atenção. Bem, aí é demais. No final das contas, é sempre bom ter bom senso. A tecnologia está aí para ajudar. No twiiter, por exemplo, confesso, eu acho pauta. Entre as dicas de bom senso, ou etiqueta, estão nunca marcar seu amigo em uma foto em que ele está numa situação constrangedora ou então passar o photoshop descaradamente na foto, para parecer mais bonito. ANA ROSA FAGUNDES é repórter

Edição EDIÇÃO 16961




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