NA HORA
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Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 30 de Janeiro de 2010, 02h:01

* PAULO ZAVIASKY

A vitória de Taques, Julier e Prado

Imagine você acordar no dia seguinte das eleições e ouvir o noticiário de Mato Grosso anunciando que Julier, Pedro Taques e o Paulo Prado foram eleitos governador, senador e deputado. Acabam os mosquitos da Dengue na hora. Todas as ruas ficam esticadas, gostosas, lisas, sem quebra-molas sem pinturas normativas, do crime organizado dos gabinetes do “dando é que se recebe”; sem câmeras dos esquemas superfaturados, sem “sonorizadores”-navalhas, já definidos por alta corte de justiça como ilegais e promotoras dos recentes desastres por pneus cortados e acidentes graves. E sem os buracos, ahh, os buracos... Que representam a maior fonte dos caixa-dois, três, quatro e cinco dos políticos corruptos, se é que eles existem. Perguntei certo dia a um grande estadista bororo daqui, Giunchíglio Luiggi Bello, ex-presidente da Câmara de Vereadores quando Cuiabá tinha vereadores de verdade, quem é que fiscaliza o dinheirão dos buracos de Cuiabá. Fiquei intrigado com a resposta dele: Ninguém! A propósito, Luiggi também pretende criar um troféu, do mesmo modo que Lula fez agora, criando um troféu denominado “Prêmio de Estadista Global” só para ele, tanto é que o presidente tupiniquim é o primeiro a receber na história do mundo, tal troféu que nunca existiu até agora, em Davos (Suíça), nas quarenta edições do fórum. Do tipo “título de cidadania cuiabana”, “cidadão mato-grossense”, “grande empresário do ano”, “troféu o melhor dos melhores”, em que os verdadeiros merecedores ficam até com vergonha dessa outorga pelos milhares de oportunistas que são, até, presidiários cujos valores pagos pela enchente dessas “homenagens” é a grande piada na taba dos feiticeiros da tribo daqui. Ora bolas, eu sou o responsável pelos buracos de Cuiabá, Secretário Municipal dos Buracos da Cidade Verde. Registro que tapei o buraco que fica bem no meio da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, setenta e quatro vezes. E ele continua lá. É que choveu à noite. E anuncio ao povo que paguei a bagatela de um milhão de reais. Vocês acham que o presidente do TC/MT, Valter Albano, sairá no meio da chuva, com lanterna nas mãos, óculos molhados, descascando com os dedos, as várias camadas dessa farinha de trigo misturada com tinta preta e cola de sapateiro nesse buraco? E, nem vai contar os quatro mil e duzentos e quarenta e nove outros buracos existentes. Pois bem. Cuiabá está abandonada, não é mesmo? Os buracos e o lixo explodem como tapas em nosso pé d’ouvido. Mas, vai aparecer no orçamento contábil, milhões gastos em “operação tapa-buracos”, coleta de lixo, fraude contra a dengue, pinturas de taipa de escolas, reposição de material escolar, pinturas nas ruas, sinalização dos quebra-molas – Cuiabá é a única cidade do mundo dos sustos que ergue muros altíssimos da vergonha, os apelida de “quebra-mesmo” e anônimos, escondidos na escuridão das ruas sem iluminação e sem pinturas ou sinalizações. E, atenção. Não é culpa do prefeito. Como as enchentes ou os raios. Tem gente lá dentro de sua cozinha do Alencastro que está fazendo um trabalho de gente grande contra o alcaide. Empreiteiros, vassalos que afirmam que o rei está de terno e gravata. Por isso tudo, amanhecer o dia seguinte das eleições com Julier, Taques, Prado, Maggi no pódio, nos dará a sensação de que Deus existe. Pena que o povo não sabe votar. Enaltece tais nomes até com vela acesa nas mãos, mas na hora de votar tá lá cravado no Jaime, no Anterinho, nos aproveitadores do nome do Dante, no senador Schwazzpehneydfhery que ficou no lugar do Jonas ou nos fantásticos vereadores de Cuiabá que é para “não perder o voto”, pois as pesquisas populares apontam estes como ganhadores. Então, eu ainda sonho. * PAULO ZAVIASKY é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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