Artigo profundo, fundamentado na luz dos iluministas setecentistas e dos pensadores pós-modernos, todos pesarosos quanto aos rumos de nossas relações sociais, prisioneiras das garras capitalistas da economia de mercado. Viver no império da razão e não no terreno espinhoso da emoção é a certeza de buscar um equilíbrio pleno na representação de mundo que insistimos em crer. Porque a episteme nos alivia da incerteza das ilusões das relações humanas, no qual nossos sentidos muitas vezes insistem em apostar. Acredito que a egolatria é a causa de muitos dos nossos problemas sociais. Por isso, um futuro desprovido de emoção dificilmente ocorrerá, pois talvez seja isso que nos faz humanos. A busca de um equilíbrio entre razão e emoção deveria ser o destino da humanidade futura. Mas será que em um breve futuro tudo que nos faz humano não irá ruir de uma hora para outra, quando a sonda terráquea em solo marciano descobrir, ou reconhecer vida fora do ambiente terrestre, mesmo que seja unicelular microscópica, o que nos levaria a repensar sobre nossas ações egocêntricas no nosso planetinha azul? FLAVIO BENEDITO DE SOUZA, funcionário público, Cuiabá/MT
[email protected] Votação fica para depois das eleições A aprovação da CSS no Senado Federal vai ser o mais duro golpe do Estado no inanismo da Saúde Pública. Em qualquer país do mundo a destinação de recursos para áreas sociais é comemorada quase que ao êxtase. E mais ainda quando os recursos são destinados à saúde pública, onde a falta de investimentos pode significar a morte de muitos. Na Europa, as ambulâncias já têm equipamentos médicos garantidores da sobrevida de pacientes capazes de conter até os casos mais extremos perda de sangue, inclusive preservando órgãos vitais. Aqui nem nos ambulatórios mais equipados do setor público existem sequer protetores térmicos para a conservação da temperatura nos acidentes de trânsito. Somente a aprovação da CSS com a obrigatoridade da destinação de recursos para essas áreas é que vai permitir as condições ideais de atendimento tanto nos Programas de Saúde da Família-PSF quanto nos CAPs, bem como a recuperação de uma rede fantasma de hospitais e maternidades hoje abandonados pelo Poder Público. O voto dos senadores deve ser pela atuação do Ministro Temporão, desprezando-se as questiúnculas políticas e eleitoreiras. Mas, depois da eleição, isso vai ficar patente e a aprovação dessa pequena contribuição será por uma maioria expressiva de senadores, que tem se mostrado compenetrados na missão maior daquela Casa. A maciça aplicação dos recursos arrecadados na área médica mais comprometida com a saúde integral da população é que vai ser o diferencial para a aprovação da contribuição. O dinheiro só vai para o ralo porque ainda não aprendemos a compor a teia social necessária tanto para fiscalizar quanto para alocar recursos de atendimento à saúde pública. Faltam-nos criatividade, boa vontade, disposição e principalmente disponibilidade para a criação de serviços mínimos de atendimento social competitivo e ao mesmo tempo complementar ao que é dado pelo serviço social do Estado. Anjos do Asfalto, Anjos da Noite, ONGs da Saúde Pública são ainda incipientes e em número reduzido no País. Preocupa-se mais com árvores já protegidas na Amazônia, onde pululam mais de 350 ONGs, que propriamente coma vida humana ceifada, mutilada, humilhada e extinta todos os dias nas grandes e pequenas cidades. Saúde Pública não é só a resposta à doença, mas principalmente prevenção e manutenção das condições de saúde. Como se diz na medicina indiana, onde saúde é entendida como conhecimento da vida, também nós precisamos inverter essa tendência de correr atrás do prejuízo para estar na vanguarda dos problemas sociais, inclusive de saúde física, saúde mental e saúde do tecido social como um todo. Defendo a saúde integral e dessa saúde podem advir resultados jamais inesperados, como a redução drástica da violência, com reforços adequados nas verbas aos CAPs I, II e de tratamento de álcool e drogas. OLIMPIO ALVES DE MENEZES, jornalista, Primavera do Leste/MT
[email protected] Pancadaria anunciada A situação é a seguinte: Eu, estudante do Colégio Nilo Póvoas, não estou envolvido e nem aprovo quem esteja. Acho uma falta de vergonha na cara o que alguns dos nossos adolescentes estão fazendo... Já conversei com várias pessoas dos dois colégios a respeito disso, e o que ninguém sabe é quem começou tudo isso. Só querem vingança e nada mais... Vingança não sabem nem de quê... É complicado. Afinal, somos jovens, né? Mas o que eu queria era que vocês lessem o Fórum da Comunidade que está com mais postagens. Veja desde o início todas as postagens anônimas e não-anônimas. Vejam também outros fóruns que estão na comunidade. Temos vergonha disso? Sim! Mas ao invés de dizerem que estamos perturbando a ordem pública, por que não procurar a raiz da informação? Por que tá acontecendo tudo isso e por que começou... Vocês sabem o porquê? Eu acho que não. A Seduc deveria, sim, implantar projetos que mantivessem esses jovens na escola. Talvez o problema esteja na própria burrice de nós mesmos... Música, esportes, artes, teatros... Sei lá!!! Eu já escrevi demais!!! Mas no meio dessa putaria toda há jovens que mesmo que não sejam interessados em estudo (eu, por exemplo) não apóiam essa porra de briga... Desculpem-me pela falta de educação... Mas são estes impropérios, e alguns piores, que me vêm à cabeça nesse momento. LUAN VICTOR, estudante, Cuiabá/MT
[email protected] Juízes acusam TJ de contratar fantasma Pode até ser que a empresa seja fantasma, mas isso me cheira a mais uma maracutaia daqueles juízes corruptos que desviaram milhões do TJMT. Ora, se a empresa é de auditoria não pode mesmo ter registro na Junta Comercial, porque só presta serviços e não vende nada. Cuidado!!! Estamos de olho!!! VANDONI DE ARAÚJO, advogado, Cuiabá/MT
[email protected] "Pior do que regular" Sempre me encanto com os artigos do professor Boaventura, do qual gozo consideração, tanto quanto a tenho em relação a ele, a partir de uma amiga em comum!!! Se não tenho um grau de intimidade tão alto, pelo menos o respeito sempre circundou nossa relação resumida a encontros casuais e musicais também. Tenho os mesmos gostos musicais do professor. Ao buscar o cerne da questão. Ao analisar os detalhes. Ao apontar (escancarar) as falhas de avaliação e mostrar a verdade ele faz mais do que mostrar a verdade, nos impele a refletir ainda mais!!! Belíssimo trabalho, belíssima contribuição ao debate sobre a Educação que queremos para o Brasil! Parabéns, professor!!! ANDRÉ XAVIER, jornalista, Cuiabá/MT
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