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ARTIGO
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007, 18h:34

JOSÉ R. DA ROCHA JÚNIOR

A interface do turismo com a cultura

O Ministério do Turismo lançou o Plano Nacional de Turismo 2007/2010 – Uma Viagem de Inclusão, um instrumento de Planejamento e Gestão que coloca o turismo como indutor do Desenvolvimento e da Geração de Emprego e Renda no País. O plano foi lançado em meio a um cenário onde o setor é o quinto principal produto na geração de divisas em moeda estrangeira para o Brasil, sendo que somente em 2006 os visitantes estrangeiros gastaram US$ 4,3 bilhões, refletindo em mais de R$ 46 milhões e 300 mil passageiros em vôos regulares e fretados. Esse plano vem para ser executado justamente com o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos previstos na ordem de R$ 504 bilhões até 2010. O papel dos Governos Federal, Estadual e Municipal é fortalecer o mercado interno, gerando emprego, renda e inclusão social. Consta no Plano Nacional de Turismo, uma série de programas visando induzir o desenvolvimento e proporcionam a todos a facilidade de viajar, conhecer lugares, monumento, prédios, cidades e manifestações culturais, além de qualificação profissional e geração de renda. Os roteiros culturais são focos em destaques no Plano, onde o acervo barroco, as manifestações populares, a música, a dança, as tradições, além do nosso patrimônio natural, arquitetônico e cultural possuem um potencial sem igual. Dentro das Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo, vários itens foram contemplados. Dentre eles se destaca a distribuição de renda, a diminuição das desigualdades, a integração de soluções econômica, cultural e ambiental. Dentro da visão do plano, também são citados a proteção ao patrimônio histórico e cultural, dentre outros relevantes aspectos a serem alcançados. Um dos objetivos gerais é desenvolver o produto turístico brasileiro com qualidade, contemplando as diversidades regionais, culturais e nacionais. Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento de Turismo, Pedro Nadaf, 20% dos visitantes que vêem para Mato Grosso são estrangeiros, 40% oriundos do turismo de negócios e outros 40% são visitantes nacionais à procura do ecoturismo. No Plano Nacional de Turismo é citada a relevância da cultura, da preservação do patrimônio histórico, da divulgação das riquezas culturais e da sustentabilidade sócio cultural 21 vezes. Os impactos culturais gerados pelo turismo exigem um processo de planejamento e gestão que oriente, discipline e se constitua em instrumento de desenvolvimento. Para isso o Ministério do Turismo previu a realização de seus programas e orçamento em articulação com o Ministério da Cultura, através da ampliação e implementação de ações integradas. A cultura está diretamente contemplada nos programas de implementação e descentralização da política nacional de turismo; sistema de informações do turismo; competitividades do turismo brasileiro; planejamento e gestão da regionalização; estruturação dos segmentos turísticos; apoio ao desenvolvimento regional do turismo; articulação interministerial para infra- estrutura; apoio à infra– estrutura turística; normatização certificação e qualificação profissional; promoção nacional e internacional do turismo brasileiro. Diante desse novo cenário do turismo no Brasil, não há que se falar em desenvolvimento geração de renda, fomento a cultura e inclusão social com trabalho dissociado nas duas áreas. em alguns estados do país, a estrutura de secretarias chega a ser unificada de turismo e cultura. Em Mato Grosso possuímos estruturas distintas, que certamente poderiam contribuir melhor para o desenvolvimento do Estado, se tivessem um planejamento único. Os bons exemplos devem ser seguidos e o Governo do Estado da Bahia possui um belíssimo trabalho integrado da cultura e do turismo. A nós resta aguardar a conclusão do estudo que está sendo realizado pela Secretaria de Estado de Administração de Mato Grosso, para poder manifestar sobre a fusão das Secretarias cultura e turismo. Os posicionamentos anteriores ao estudo carecem de credibilidade. Qualquer tipo de crítica neste momento pode parecer precipitada e sem fundamentos legais e legítimos. * JOSÉ RODRIGUES ROCHA JÚNIOR é secretário-executivo do Fórum Estadual do Turismo e conselheiro estadual de Cultura [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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