Todos conhecem minha posição política. Diferentemente de alguns, não acendo uma vela à Deus e outra ao diabo. Leio com freqüência que o Governador só manda asfaltar estrada onde ele tem fazenda. Claro, sabemos por que alguns insistem nisto. Determinadas opiniões neste sentido partindo de algumas pessoas, a gente não deve levar em consideração porque conhecemos de qual ninho partem. Participei do último estradeiro e tive a oportunidade de conhecer uma porção do nosso famoso Nortão. Aquele mesmo que em anos passados ameaçava se rebelar, pedindo sua emancipação. O governador resolveu comprar esse pedaço de Mato Grosso entre Campo Novo do Parecis, Sapezal e Juína e transformar em uma de suas fazendas. Ouvi e vi estampada na face do povo dessa região a enorme satisfação de hoje poder vir de Juína a Cuiabá em dez horas, ao invés das quarenta ou mais do passado. Em Sapezal nada mais há do que a fazenda do governador. Lá ninguém trabalha, ninguém estuda e ninguém produz nada! De certo, não merecia o asfalto, merecia continuar com o pensamento divisionista que dominava aquela região. Em Chapada de Guimarães, no Bairro São Sebastião (o ex-famoso grilo) o governador também comprou uma fazenda na saída para o Campo Verde, (asfaltada até lá) onde políticos do passado, junto com seus amiguinhos faziam cooper em cima de um barro vermelho que dava dó! Vocês precisavam ver a cor do tênis deles após o cooper! Estes sim, mesmo proprietários de imóveis na cidade, não tiveram a coragem de oferecer esse beneficio ao povo. Ali, além do asfalto construiu-se até uma ciclovia (claro, por causa da nova fazenda não é?). Na estrada de Poconé para Porto Cercado outra aquisição do governador. O asfalto só chegou à beira do Cuiabá por causa disso. Governantes de bem pouco tempo atrás que por essa estrada nunca trafegavam para pescar no Rio Pirigara porque iam de avião, tavam nem aí se nós, proprietários de áreas por ali, nos lixávamos no pântano que tínhamos que atravessar. Eles estavam a milhares de metros de altura! O resto que se exploda! Entre Santo Antonio do Leverger e Barão de Melgaço há outra fazenda do governador. Comprou outra também entre Barão de Melgaço e Mimoso. Localidades estas abandonadas no nosso pantanal, hoje integradas ao desenvolvimento do Estado. Precisou um plantador de soja para fazer isto. Alguns conterrâneos que pelo governo responderam, mal passavam uma patrol nessas estradas ou trocavam as tábuas das surradas pontes de madeira que apodreciam no seu leito. De Rondonópolis a São Lourenço de Fátima o governador comprou outra fazenda. São mais alguns kilometros de asfalto integrando o pantanal de Mato Grosso e que oferecerá alternativa para a rodovia federal. De Acorizal para a Guia, e de Acorizal para Rosário Oeste outras aquisições do Governador. Sonho de anos dessa gente que sofria amargamente na poeira só foi concretizado porque o Governador comprou mais duas fazendas, uma em cada trajeto. Projeto habitacional só é realizado onde Blairo tem fazendas. Aqui mesmo, a beira do Rio Coxipó um conjunto habitacional com centenas de casas só saiu do papel porque o Governador comprou uma fazenda à margem esquerda desse rio, no perímetro urbano. O ritmo de obras deste governo tem incomodado alguns que achavam que tempos atrás é que se trabalhava. Agora que a ficha caiu, concluíram que nessa época estavam de férias.... Ainda dizem que Blairo insiste em se comparar com o outro... Como dizia Chico Anísio: tem pai que é cego. As obras que estão sendo executadas em Mato Grosso, na ótica dos caolhos, transformaram nosso Estado na grande fazenda do Sr. Blairo Maggi, pois segundo alguns, ele só manda realizá-las onde tem fazenda. Em outros artigos vou enumerar as novas propriedades dele, deixando essa meia dúzia de caolhos enfurecidos. Passamos de chacareiros para fazendeiros. Chique né? Alguém vai dizer que tudo isso se faz através de parcerias ou do Fethab. Com relação à parceria, entendo que só se consegue parceiros quem tem credibilidade, e ao Fethab, (ah! Fethab), ainda bem que a criatura virou-se contra o criador, pois será que teria ele o mesmo destino em outras mãos? * EDUARDO PÓVOAS é dentista
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