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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Quarta-feira, 01 de Agosto de 2012, 21h:06

JONAS JOZINO

A culpa é do Flamengo

O ministro dos Esportes quer 20 medalhas, o presidente do COB – Comitê Olímpico Brasileiro –, Carlos Nuzman, fala em 15 medalhas, o mesmo número de medalhas que o Brasil conquistou nos últimos Jogos Olímpicos em 2008, em Pequim. Acho que não vamos atingir nem as 15 e muito menos as 20. E eu já descobri o culpado pela possível apresentação pífia dos atletas brasileiros em Londres: o Flamengo. Que sina está vivendo o time de maior torcida do Brasil – até a próxima pesquisa, quando o Corinthians deverá assumir o posto. O clube está ruim das pernas, consegue pagar a conta do telefone para restabelecer o sinal e fica sem luz no CT Ninho do Urubu, por atraso na dita conta. O time atual, formado por jogadores de qualidade técnica apenas mediana e com valores que foram formados na base como um tal de Matheus, filho de Bebeto, que nem de longe chega perto do futebol que consagrou o pai, vem acumulando fracassos no Brasileiro. Tem torcedor até apelando para terreiro de macumba para ver se a situação melhora. Dizem que vão precisar ressuscitar o padre José Benedito Reis, que tantas missas rezou para o time nas horas difíceis. Tá difícil. A situação é tão ruim, macabra, que atinge até mesmo os atletas do clube que estão em Londres disputando os Jogos Olímpicos. Os irmãos Hipólyto são o grande exemplo desta sucessão de vexames que tomam conta do clube. Primeiro foi o irmão Diego. Chegou a Londres como favorito a medalha de ouro no solo. Caiu de cara no tablado. Imperdoável para quem queria o ouro e tem uma larga experiência na ginástica. Depois foi irmã Daniele na mesma prova: o solo. Outro tombo. Um vexame total com a marca Flamengo. Nesta quarta-feira foi a vez de César Cielo, na natação, outro atleta do Flamengo. Mais um vexame. Disputou a final dos 100m nado livre como recordista mundial e bronze em 2008 em Pequim, terminou na sexta colocação. Muito pouco! Estão dizendo que a marca Flamengo está pesada demais. Para completar o azar de nossos atletas em Londres, a presidente do clube, Patrícia Amorim, está lá. Tem flamenguista que não quer nem que ela volte. E os atletas de Mato Grosso também estão decepcionando. Primeiro foi Felipe Lima, de Cuiabá, que não conseguiu ir para as finais dos 100 m peito. Fracasso total. Depois foi Ana Sátila, de Primavera do Leste, na canoagem. Ficou em 16ª. Só nos resta Bruna, zagueira cuiabana, titular do futebol feminino. Será que ela consegue uma medalha? Vamos torcer. Pelo menos não é atleta do Flamengo. Então, quem sabe? JONAS JOZINO é jornalista e Editor do Caderno de Esportes do Diário de Cuiabá [email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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