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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 02 de Outubro de 2009, 00h:18

PAULO RONAN

21 anos

Evito falar aqui da minha militância política e de tratar da política local. Qualquer opinião estaria contaminada pelo fato de eu ter um lado, além de ser uma covardia para com quem não goza de um espaço como eu o faço há sete anos. No campo pessoal aqui só referir a mim quando vitimado por uma perseguição agradeci através daqui os meus amigos o apoio que me deram. Mesmo assim vez por outra recebo puxão de orelha de leitor que me escreve confundindo minha posição aqui deixada aqui com a do partido. Isso me enche de orgulho, por ter um leitor que conhece o que pensa meu partido e confere a mim a integridade partidária. Mas hoje, meio que sairei do normal, e falarei desta militância que muito me orgulha e aproveito para homenagear os membros do Diretório Estadual do PSDB, partido que ajudei a fundar em Mato Grosso, e que estarão reunidos neste sábado em Cuiabá. São 21 anos que convivo neste partido. É muita intimidade. Por isso será um saudação em forma de alerta. (Meus amigos jornalistas, e que sabem escrever, pedem para eu não iniciar a frase com conjunção, mas tem horas que precisa né?). Todo professor adora, ao falar da importância do marketing, fazer um paralelo entre os ovos do pato e da galinha. O primeiro apesar de melhor em todos os aspectos ninguém consome, ao passo que o outro tem mercado no mundo inteiro. A explicação seria o escândalo que a galinha faz ao botar o seu contra o silêncio sepulcral do pato. Faltou isso aos tucanos, e acho que ainda tem tempo para as eleições do ano que vem. Não soubemos ser sócios dos sucessos do governo Lula e ver a performance da economia como resultante das ações do nosso governo. Passávamos a impressão que estávamos torcendo contra. Esquecíamos que o fracasso seria nosso, pois era a simples continuidade do nosso plano. O regime de metas, criticado por Aluisio Cabelo Pintado Mercadante, quando na oposição, e que ai está monitorando a economia surgiu quando senão no nosso governo?. A banda cambial, o câmbio flutuante, a autonomia do Banco Central (ainda que não unanimidade entre os tucanos), a criação do Comitê de Política Monetária - Copom e o equacionamento da dívida externa, medidas e ferramentas criadas também no nosso governo e fundamentais para o dia a dia da nossa economia. Em outras áreas não foi diferente. Usarei dois intelectuais para falar de duas ações. Darcy Ribeiro, para mim o maior intelectual brasileiro. Não é tucano, pelo contrário tinha certa restrição a intelectualidade paulista um dos berços do nosso partido. Sobre Paulo Renato, disse ele, que o que este fez para a educação brasileira é maior que tudo que fora feito antes. Falava o mestre sobre o FUNDEF, que a cretinice petista mudou o nome para FUNDEB por conta da inclusão da educação básica que já era da agenda do nosso governo. E se referia principalmente da Lei de Diretrizes de Base da educação que nosso presidente homenageou com o nome do próprio Darcy. Lei reivindicada pelo conjunto de professores desde as primeiras horas da democratização. Outro intelectual e cidadão do mundo. Sergio Vieira de Melo, brasileiro do Rio de Janeiro, presidente do Timor Leste e de Kosovo por delegação da ONU. Longe de ser um tucano morreu quando bradava contra a ocupação no Iraque, diante da explosão de uma bomba. Pouco antes de morrer deu uma coletiva na Europa e exigiu da ONU o desembargo de uma ação de quebra de patentes na África de componentes do coquetel de tratamento da AIDS. A imprensa daqui, parte por desinformação e outra por aparelhamento petista não deu bola. Na verdade esta ação proposta pelo ONU é uma cópia da briga que José Serra empreendeu aqui com as multinacionais farmacêuticas. Não é a toa que ganhou como melhor ministro de Saúde do planeta. O espaço não do tamanho de um documento partidário. Mas ainda temos de lembrar da criação do Ministério da Defesa, reivindicação da democracia e da Agência Nacional das Águas, pioneira no planeta. O transporte gratuito das escolas rurais, uma obra conceitual da nossa saudosa Professora Ruth Cardoso (professora de Stanford University). A criação do Bolsa Escola, embrião do desvirtuado Bolsa Família do governo atual. E por ai vai. * PAULO RONAN é economista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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