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Quinta-feira, 03 de Abril de 2008, 21h:32

REELEIÇÃO

Wilson busca apoio do PMDB para reforçar aliança 2008

SONIA FIORI
Da Reportagem
O prefeito Wilson Santos (PSDB) planeja uma estratégia para garantir o apoio do PMDB ao seu projeto de reeleição. Wilson, que se reuniu anteontem em Brasília com o presidente estadual do partido, deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), admite que a Secretaria de Infra-estrutura poderá ser delegada a um ‘futuro’ aliado político. O secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste, órgão ligado ao Ministério da Integração Nacional, Totó Parente, do mesmo partido, também participou das discussões sobre o cenário eleitoral da Capital. Parente é cotado para encabeçar uma eventual candidatura do PMDB, que também não descarta a formação de uma aliança. Uma composição entre PSDB e PMDB enfrenta resistência do presidente municipal, vereador Lutero Ponce, que declarou sua preferência pela formação de um bloco com legendas como o PT, PSB e PR. Ao avaliar a atual conjuntura, o chefe do Executivo alertou para as diferenças regionais. “Isso não vai vigorar, porque a realidade nos municípios é distinta”, disse ao se referir aos partidos que integram a base aliada do governo federal. Na avaliação do prefeito, o denominado Bloco de Esquerda, coordenado no Estado pelo deputado federal Valtenir Pereira (PSB), poderá não ter o desempenho esperado. “As realidades regionais devem ser levadas em consideração. Por isso, a maioria dos partidos está deixando a cargo das direções municipais a formação de alianças”, destacou. Wilson foi mais além ao acrescentar que está aberto a entendimentos com todos os partidos. Para melhorar o possível desempenho junto ao PMDB, Wilson também tem mantido conversas com Lutero. “Tenho mantido conversas com o presidente da Câmara Municipal e também com representantes de outros partidos, como o PT”, disse. Lutero defende a união de siglas que integram a base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sustenta ainda que PMDB, PR, PSB e PT mantenham a construção de projetos próprios até junho, quando poderão discutir a escolha de um nome em comum para liderar a disputa à prefeitura de Cuiabá. Num primeiro momento a direção do PT de Cuiabá rechaçou discutir aliança com Lutero devido às acusações que pesam sobre ele de supostas irregularidades na Câmara.

Edição EDIÇÃO 16967




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