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Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 22h:28

DISCUSSÃO

Wellington pede abertura de novas vias

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O deputado federal Wellington Fagundes (PR) acredita que o Estado não terá dinheiro para executar todas as obras previstas para a Copa do Mundo e considera que o esforço e os recursos, no que tange às obras de mobilidade urbana, deveriam ser concentrados em vias alternativas para desafogar o trânsito na região central de Cuiabá e Várzea Grande. Mesmo que em tom ameno, o deputado teceu críticas ontem sobre a discussão dos projetos de modalidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande estarem focados na decisão do sistema de transporte VLT ou BRT. “Temos que debruçar energia e dinheiro sobre coisas mais importantes, como a construção de mais artérias, melhorar a malha viária e desobstruir vias. Acredito que não temos dinheiro para tudo. Não seria melhor resolver o problema de trânsito da cidade como um todo do que apenas discutir o sistema troncal?”, questionou o deputado. Apesar das declarações, Wellington disse que não concorda com a manifestação do presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), Luiz Antônio Pagot, que afirmou anteontem que Cuiabá tem a possibilidade de perder a Copa do Mundo por causa das condições de infraestrutura da cidade. O deputado disse que nem pensa na possibilidade de Cuiabá perder a Copa e ainda fez um apelo para que a imprensa não alimente essa história. Ele ainda disse que já conversou com Pagot por telefone e tem certeza de que o presidente também não fomenta essa história. Wellington lembra que foi à África do Sul um ano antes da Copa naquele país e que todos pensavam que o Mundial também não iria sair. No entanto, a Copa aconteceu. “Nunca vai ser perfeito, até na Alemanha, país de primeiro mundo, apontaram falhas, mas é possível, sim, fazer a Copa”, declarou o deputado. No caso de Mato Grosso, as ressalvas dizem respeito à polarização da discussão do modelo de transporte a ser adotado. “A população de Cuiabá busca caminhos alternativos para evitar as vias centrais. A gente consegue perceber isso. Falo como cidadão, não especialista. Como formiguinhas, vão achando novos caminhos. Mas, às vezes, esses caminhos chegam num ponto de estrangulamento, que pode ser resolvido, com uma pequena desapropriação ou intervenção”, considerou o deputado. Técnicos ainda estão analisando as possibilidades e vantagens do sistema de transporte, porém o deputado considera que “as coisas devem ser analisadas não só com a emoção, mas com a razão”. Apesar das considerações, o deputado elogiou o trabalho do presidente Eder Moraes, que, segundo ele, tem um estilo de gestão “corajoso e de pulso firme”. E ainda comentou que a mudança da Agecopa de gestão colegiada para presidencialista foi um grande acerto do governo, pois do jeito que estava, “com todo mundo decidindo”, seria mais difícil.

Edição EDIÇÃO 16962




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