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Primeira Página
Terça-feira, 06 de Abril de 2010, 20h:44

Vereadores tentam criar 1ª CPI contra Galindo

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
Vereador da oposição, Francisco Amorim, o Chico 2000 (PR) pretende emplacar, nos próximos dias, uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara de Cuiabá para investigar o que intitula de “conjunto de irregularidades” presentes na prestação de serviços de infraestrutura na Capital. Na sessão ordinária de ontem, o republicano disse que já contava com três assinaturas para a “CPI da Infraestrutura” e que espera, ainda nesta semana, cooptar apoio de outros companheiros de Legislativo. Ele garante que a atitude não tem fins eleitoreiros. Além de Chico 2000, confirmaram adesão à proposta o vereador Antônio Fernandes (PSDB) – da base do prefeito na Câmara -, e o petista Lúdio Cabral. O republicano precisa de outras quatro assinaturas para apresentar o requerimento à Mesa Diretora. Presente na Casa de Leis para uma visita, na manhã de ontem, o prefeito Chico Galindo (PTB) afirmou que não foi ao Legislativo discutir CPI e garantiu que, “se a Comissão for aberta, a prefeitura fornecerá todas as informações solicitadas pelos vereadores”. De acordo com Chico 2000, a CPI deve apurar o que está sendo feito nos últimos 12 meses para tapar os buracos da Capital, quais são as empresas contratadas para a execução do serviço e de que forma se procederam as licitações. “Queremos saber, também, o que está sendo feito com os milhões reservados pelo ex-prefeito Wilson Santos”, complementou o parlamentar. Recentemente, como um dos últimos atos enquanto prefeito, Wilson Santos (PSDB) lançou uma operação tapa buracos que deverá se estender até o fim deste ano. Segundo Wilson, o programa custará R$ 36 milhões e contemplará todas as regiões da capital. Adepto da “CPI da Infraestrutura”, Antônio Fernandes disse não temer retaliação do partido. O tucano argumentou que, desde o final do ano passado, vem se queixando ao PSDB da situação das ruas na Capital e não recebeu qualquer resposta. “Assinei em nome da população”, defendeu. Embora pondere que a Comissão precisa se focar em seu principal questionamento para não ser usada com perspectivas eleitorais, Lúdio Cabral argumentou que a CPI poderá pressionar o Executivo a dar respostas positivas às indicações dos vereadores – outra queixa recorrente. “A própria bancada do prefeito tem se queixado. Isso é prova de que tem algo errado”, afirmou o petista. O presidente da Casa, vereador Deucimar Silva (PP), ao tomar conhecimento da proposta se mostrou contrário alegando que o prefeito Chico Galindo (PTB) estaria em fase de adaptação ao cargo. “Não vejo necessidade de CPI. O secretário virá à Câmara na próxima terça-feira prestar alguns esclarecimentos. Galindo está assumindo a prefeitura agora e temos que dar uma chance a ele que se comprometeu a cobrar empenho do secretariado”, questionou Deucimar. Esta seria a primeira CPI a ser enfrentada pelo prefeito, que assumiu o cargo na quinta-feira passada. Segundo informações, ele não teme investigações e se mostra disposto a fazer todos os esclarecimentos.

Edição EDIÇÃO 16963




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