Os vereadores acusados de extorsão ao prefeito de Sorriso, Chicão Bedin (PMDB), protocolaram quatro mandados de segurança para suspender a sessão que os julgaria na Câmara Municipal. Todos estão na 6ª Vara, com o juiz Jurandir Castilho Junior. O único parlamentar acusado que ainda não apresentou mandado foi o republicano Chagas Abrantes. Os responsáveis pelo protocolo do documento são Roseane Amorim (PR) e Gerson Luis Frâncio (PSB), o Jaburu, com dois documentos cada. Roseane, por sinal, é a que apresentou o mandado que mais trabalho causa ao Legislativo municipal. Isso porque, com base nele, o juiz Jurandir Castilho suspendeu a sessão que julgaria os vereadores. Ela estava programada para acontecer na semana passada. A preocupação dos vereadores está na possibilidade de serem cassados pelo crime de extorsão, com base na investigação da Comissão de Decoro instaurada. Tanto é, que um dos argumentos da suspensão é a formação da comissão, que foi montada com suplentes. Também foi questionada a escolha dos membros, que teriam sido definidos pela presidência da Casa e não por sorteio. Ambas as acusações foram negadas pelo presidente Luis Fábio Marchioro (PDT), que afirma lisura nos procedimentos. Castilho, então, solicitou a opinião do Ministério Público Estadual (MPE) para tomar uma decisão. Este foi favorável à Câmara e deu sinal verde para a sessão de julgamento.