Uma das propostas do Estado é alongar o saldo devedor
Para convencer a presidente Dilma Rousseff (PT) a aceitar a proposta de renegociação da dívida dos estados, Silval Barbosa apresentará via alternativa. A ideia consiste em sensibilizar o governo federal para garantir a proposta de alongamento da dívida aliada à repactuação dos juros. Dessa forma, fica reduzido o temor da União de redução de fluxo de caixa. Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Éder Moraes, a proposta é inovadora porque assegura o recebimento pela união dos recursos por meio de parcelas fixas. Ele destacou ainda que a proposta prevê ao longo dos anos a diminuição do comprometimento das parcelas em relação às receitas que têm perspectiva de crescimento anual com base na estimativa da arrecadação. Ele acrescentou ainda que o Executivo estadual irá apresentar, conforme o novo modelo de reestruturação, outro ponto favorável para a formulação da revisão. O objetivo é convencer o governo federal a aceitar a revisão do saldo negativo tendo como referência o atual modelo para cálculo de desembolso. O mesmo procedimento foi adotado em outros governos estaduais, sempre com resistência da União em discutir a proposta. Entretanto, o pagamento da dívida é que deverá, como deseja Silval, ser feito com base em novos parâmetros. Ele lembrou ainda que a previsão, nos moldes atuais, é de que a dívida junto à União a ser paga pelo Estado chegue à cifra de R$ 1,2 bilhão. O secretário de Estado também lembrou que outra via seria vender a dívida para os bancos para quitar o débito negativo com o governo federal. Proposta idêntica foi apresentada na gestão do republicano Blairo Maggi. (SF)