Primeira Página
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2010, 19h:32
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LEVERGER
Um mês depois da eleição, prefeito não está definido
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Passados 35 dias da eleição para a escolha do novo prefeito de Santo Antônio de Leverger, a população ainda não sabe quem vai comandar a cidade. A diplomação de Harrison Ribeiro (PSDB) ou Glorinha Garcia (PP) depende do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vai decidir se Harrison será enquadrado na Lei da Ficha Limpa ou não. O candidato tucano foi o mais votado nas urnas na eleição do dia 5 de setembro. Porém, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) havia barrado sua candidatura baseado na lei da Ficha Limpa. O juiz eleitoral José Arimatéa declarou eleita, então, a segunda colocada, Glorinha Garcia. Harrison recorreu ao TSE, que, em liminar, impediu a diplomação da candidata progressista até que situação do candidato tucano seja definida. Com as eleições gerais, o TSE está priorizando os recursos dos candidatos da eleição 2010. A previsão do advogado de Harrison, José Luíz Blaszak, é de que a ação que pretende anular a decisão do TRE, conferindo ao tucano o registro, seja julgada na próxima semana. Na prática, Harrison já comanda a cidade há mais de um ano e meio, quando o prefeito eleito em 2008, Faustino Dias (DEM), foi cassado por compra de votos. Como é vereador e presidente da Câmara, ele assumiu o Executivo interinamente. Harrison venceu a eleição suplementar com 5.481 dos votos válidos, contra 5.234 de Glorinha. Em 2008 Glorinha também foi candidata e ficou em segundo lugar, porém Faustino conquistou mais de 50% dos votos, por isso uma nova eleição foi necessária. No caso de Harrison e Glorinha, não será necessário realizar nova eleição no município, caso o tucano não consiga reverter a situação, porque Harrison conquistou 48,99% dos votos válidos, ou seja, menos da metade. Em primeira instância a candidatura de Harrison foi aceita, porque o juiz José Arimatéa considera que a lei da Ficha Limpa não pode retroagir, levando em conta que essa eleição realiza em setembro é municipal, referente a 2008. No TRE então, o Pleno teve posição contrária e barrou a candidatura de Harrison. Como as urnas já haviam sido lacradas, ele pôde disputar a eleição. Conforme a lei complementar 135, conhecida como a Lei da Ficha Limpa, os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional de cargo público, não podem concorrer na eleição. A defesa de Harrison também contesta na Justiça essa demissão, considerando meramente administrativa e não por envolvimento em irregularidades. A população é quem fica confusa com a situação. Antes de Faustino ser cassado definitivamente, ele enfrentava uma guerra na Justiça, que ora lhe dava o direito de voltar à prefeitura, ora era obrigado a deixá-la. Agora, a população espera para ver quem vai terminar o mandato como prefeito.