No Tribunal Regional Federal (TRF), acatando pedido feito pela defesa dos suspeitos nos pedidos de Habeas Corpus, o caso tramitará em segredo de justiça. Advogados já faziam uma verdadeira peregrinação em Brasília ontem à espera de uma decisão, sob a caneta do desembargador Cândido Ribeiro, que analisa os pedidos. Porém, o desembargador aguarda o envio de informações solicitadas ao juiz Julier da Silva, o que deverá ocorrer somente na manhã de hoje, quando expira o prazo de 24 horas determinado pelo membro do TRF. Os dados irão instrumentar o julgamento do desembargador, que confrontará as informações com a tese levantada por advogados de que não há provas cabais contra os acusados. Esse é o argumento central adotado pela defesa do procurador-geral do município, José Antônio Rosa, na tentativa de obter a soltura. ARGUMENTO Na há crime nem prova, a não ser que alguém me mostre isso. É legítima à instituição pública proceder operações envolvendo a defesa do patrimônio público, mas, nesse caso, o que temos é operação arbitrária e uma decisão (da prisão) desproporcional aos fatos, sustenta um dos advogados de Antônio Rosa, Ulisses Rabaneda. (JS)