Testemunhas arroladas pelos vereadores Totó César (PTB) e Néviton Fagundes (PTB) serão ouvidas na manhã de hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em ação que pede a cassação de seus mandatos. Eles são acusados de infidelidade partidária por terem deixado o PRTB para se filiar ao PTB, do prefeito de Cuiabá, Chico Galindo. Desde que trocaram de partido as vagas dos parlamentares têm sido disputadas. No ano passado, os suplentes Marcrean dos Santos (PRTB) e Anderson Matsubara (PRTB) resolveram exigir o mandato ao partido. Após entendimento, no entanto, Marcrean assumiu a cadeira de Néviton e desistiu de recorrer à Justiça. A intenção era que o suplente permanecesse por 60 dias na vaga, mas Néviton teve que acelerar o retorno por conta da briga protagonizada por Marcrean e o primeiro-suplente da coligação, Edemir Cláudio Xavier (PTdoB). Enquanto Xavier afirmava ter direito à vaga, Marcrean, que responde pela presidência do diretório municipal do PRTB, alegou que o primeiro-suplente não tinha direito à vaga porque não pertence mais ao partido nem à coligação pela qual disputou a eleição. A Lei da Fidelidade Partidária entende que o mandato pertence ao partido e não ao candidato eleito. Contudo, abre brecha para mudança de sigla, caso se trate de uma nova agremiação, como o PSD.