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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012, 20h:21

TRANSPORTE

Tarifa pode ser 1º teste de Mauro

Vereadores querem que possível aprovação do aumento do preço do passe, de R$ 2,70 para R$ 3,00, esteja na mão do prefeito eleito, e não na de Chico Galindo

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O prefeito eleito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), terá sua primeira prova de fogo à frente do Palácio Alencastro. A decisão de aumentar ou não a tarifa do transporte coletivo da Capital deve ficar para ele no próximo ano. Os vereadores pediram para que o atual chefe do Executivo, Chico Galindo (PTB), postergue a decisão. A intenção dos parlamentares é “testar” o socialista. “Peço para que o atual prefeito, Chico Galindo, postergue a decisão e deixe ela para Mauro Mendes. Este vai ser o primeiro teste popular pelo qual ele vai passar. Ele vai decidir se atende os empresários ou o apelo da sociedade. Será a primeira decisão que irá testar seu amparo perante a população”, disparou o vereador Toninho de Souza (PSD), que foi quem trouxe a discussão para o plenário durante a sessão de ontem (18). De acordo com ele, caso o petebista opte por conceder o aumento ainda este ano, estará dando “um presente de grego para a população que depende do transporte coletivo para se locomover”. “Ele já tem um desgaste enorme por conta dos dois anos que ficou na prefeitura e, se autorizar o aumento, estará terminando sua gestão de forma mais negativa”. Os empresários do transporte coletivo reivindicaram o aumento de 12% na tarifa junto ao Conselho Municipal de Transporte. Alegando altos investimentos na frota, eles conseguiram convencer o conselho, que elevou a passagem de R$ 2,70 para R$ 3,00. Resta, agora, o gestor bater o martelo. O vereador Deucimar Silva (PP) aproveitou o ensejo para lembrar que, quando era presidente do Legislativo, propôs que esta discussão passasse a ser de responsabilidade da Câmara. “A nossa tarifa é uma das mais caras do país. Quando éramos [sic] presidente desta Casa, colocamos que esta decisão de aumentar ou não a passagem de ônibus venha para cá. Queríamos trazer para cá esta responsabilidade, mas até hoje não foi colocado em pauta para discussão”. Para o progressista, o atual sistema de transporte não vale sequer a tarifa atual. “Hoje, os ônibus estão caindo aos pedaços, não valem esses R$ 3 que eles querem implantar. Se você for no pronto-socorro, verá um monte de gente internada por conta de acidente de moto. Com a passagem neste valor, todo mundo vai preferir juntar dinheiro e financiar uma moto”. O parlamentar falou como empresário sobre o assunto. “Qual empresário vai aguentar pagar este valor de passagem de ônibus para os seus funcionários?”. O peemedebista Domingos Sávio, por sua vez, afirma que sua assessoria jurídica já está trabalhando uma ação popular para apresentar assim que o aumento for avalizado pelo prefeito. “Vamos entrar com uma ação popular contra isso, assim como entramos da última vez, há dois anos. É injustificável este aumento”. O último aumento aconteceu em dezembro do ano passado. Na ocasião, a tarifa passou de R$ 2,50 para os atuais R$ 2,70.

Edição EDIÇÃO 16967




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