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Segunda-feira, 04 de Novembro de 2013, 20h:35

ELEIÇÃO 2014

Taques não terá compromisso com Dilma

Embora o senador não esteja atrelado à possível candidatura à reeleição da petista, ainda poderá ter dois presidenciáveis em seu palanque

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
O PDT de Mato Grosso não deve ter compromisso com a candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo o presidente estadual da legenda, deputado Zeca Viana, em nível nacional, entretanto, o partido ainda não definiu se permanecerá na base da petista no pleito do próximo ano. Na semana passada, houve mais uma reunião com a cúpula nacional da legenda. Conforme Zeca, o partido reiterou que o senador Pedro Taques (PDT) está liberado para fazer alianças com os partidos que quiser, até mesmo os que fazem oposição ao governo federal. Mesmo com a liberação, o pedetista não deve se ver livre do desconforto. Isso porque seu novo aliado, o PSDB, deve lançar o senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da Republica. O PSB, do prefeito Mauro Mendes, que também apoia Taques, todavia, tem como candidato o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Taques, por sua vez, já não esconde a vontade de defender o nome do pernambucano. Chegou a participar de uma reunião da cúpula do PDT em que foi cogitada a possível saída da base de Dilma justamente para trabalhar pela candidatura de Eduardo Campos. Outra possibilidade da legenda é encarar uma candidatura própria, como ocorreu em 2006, quando o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi candidato. A medida tem resistência, entretanto, porque o partido comanda o Ministério do Trabalho, ocupado por Manoel Dias. Mauro Mendes, que preside do PSB em Mato Grosso, tem dito que a prioridade dos socialistas para o ano que vem é a eleição do governador de Pernambuco. Já o PSDB tem demonstrado que a prioridade é a eleição proporcional. O partido se preocupou em montar uma chapa com nomes considerados de peso, para disputar vagas na Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Os tucanos vêm tentando se reestruturar no Estado desde quando o então prefeito de Cuiabá, Roberto França, deixou a legenda para se filiar ao PPS, em 2001, e levou consigo boa parte dos filiados. No ano seguinte o partido perdeu o governo e não conseguiu eleger o ex-governador Dante de Oliveira ao Senado. Desde então, vêm sem representatividade expressiva. Neste ano, desistiram de ter um candidato à majoritária no Estado e lutam para emplacar o nome do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PSDB), como vice de Taques. Apesar disso, não devem fazer campanha contra Aécio na presidencial. PRÉ-CAMPANHA – Zeca Viana afirma que o PDT deve começar a percorrer o interior do Estado neste final de semana. Segundo o presidente, a legenda dividiu o Estado em várias microrregiões que serão visitadas pelo senador. No sábado (9), Taques estará em Cáceres e, em seguida, em Mirassol D’Oeste. Zeca ressalta que os partidos que devem fazer parte do “blocão de oposição” (PPS, PSDB, PSB, DEM e PTB) também foram convidados para participar dos encontros, mas não confirma se devem levar o nome de “Movimento Mato Grosso Muito Mais”, criado em 2010 para fortalecer o nome de Mauro Mendes e Pedro Taques, então candidatos a governo do Estado e Senado respectivamente.

Edição EDIÇÃO 16965




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