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Primeira Página
Sexta-feira, 22 de Julho de 2016, 20h:08

OPERACÃO RÊMORA

Taques não prejulga Permínio

EDUARDO GOMES
Da Reportagem
Ontem, no pronunciamento que fez na inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ipase, em Várzea Grande, o governador Pedro Taques abordou sua administração e política, mas não tocou na prisão de seu ex-secretário de Educação Permínio Pinto, que aconteceu na quarta-feira, 20. Depois, em conversa com jornalistas, Taques disse que ao tomar conhecimento (da prisão) sentiu um misto de alegria e tristeza, mas salientou que não prejulgaria Permínio. Taques citou que caberá ao Ministério Público e ao Judiciário apreciarem o caso de Permínio, mas que ele não emitiria juízo de valor sobre o caso e que não prejulgaria seu ex-secretário. O governador não falou sobre a suspeita de desvio de recursos da Secretaria de Educação (Seduc) que o Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acredita ser superior a R$ 56 milhões. Ele observou que o novo secretário de Educação, Marco Marrafon, elaborou um relatório sobre todas as licitações das obras de reforma e construção de escolas, mas não deu detalhes do que foi apurado. Também sem detalhar o governador revelou que Marrafon criou procedimentos que evitarão que eventualmente ocorram fatos iguais aos que foram levantados pelo Gaeco. O CASO – Permínio Pinto assumiu a Seduc em janeiro de 2015 e permaneceu no cargo até 3 de maio, quando pediu demissão após vir a público um escândalo investigado pelo Gaeco, que consistiria no pagamento de propina por empresários que construíam e reformavam escolas estaduais. Naquela data o Gaeco deflagrou a Operação Rêmora, que prendeu preventivamente os servidores da Seduc Wander Luiz dos Reis, Moisés Dias da Silva e Fábio Frigeri, e o empresário Giovanni Belatto Guizard, dono da Dínamo Construtora e que seria o chefe de uma organização formada por empresários e servidores da Seduc, para desviarem dinheiro dos cofres públicos superfaturando obras. Em 15 deste mês, após o avanço das investigações, a Justiça autorizou a segunda fase da operação, que recebeu o nome de “Locus Delicti” e decretou a prisão preventiva de Permínio, que foi cumprida cinco dias depois pelo Gaeco.

Edição EDIÇÃO 16967




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