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Terça-feira, 08 de Dezembro de 2015, 21h:16

AGRICULTURA FAMILIAR

Taques lembra que é necessário incluir

Falando no painel Estados Líderes no Desenvolvimento Rural, Pedro Taques cobrou investimentos para a agricultura familiar

MARCOS LEMOS
Da Reportagem
O governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB) voltou a demonstrar durante a Convenção do Clima (COP-21), em Paris, na França, que não há desenvolvimento com ampliação da produção de alimentos de forma sustentável e a consequente preservação ambiental, sem pesados investimentos de forma constante e a participação definitiva daqueles que promovem a agricultura familiar e que hoje representam mais de 100 mil pessoas no Estado. “Precisamos melhorar a qualidade de vida daqueles que produzem, não apenas dos grandes produtores, mas dos pequenos e médios, sendo que essa melhora de qualidade passar por investimentos como esgotamento sanitário, abastecimento de água, rodovias, equipamentos e implementos agrícolas e principalmente com política de fomento para produzir e comercializar os produtos” ponderou o chefe do Executivo de Mato Grosso. Ele voltou a defender a liberação de recursos internacionais como o BID/Pantanal que superava os U$S 300 milhões e que acabaram não sendo contratados pelo Estado de Mato Grosso. “Estes recursos são preponderantes para o desenvolvimento das políticas públicas, como do esgotamento sanitário para não permitir que rios e lagoas de todo Mato Grosso, principalmente do Pantanal não sejam contaminados pelo esgoto das cidades mato-grossenses”, lembrou Pedro Taques. Em Mato Grosso, que é reconhecido por ser um grande produtor nacional de commodities, o desafio é promover a inclusão de cerca de 100 mil famílias da agricultura familiar, que detêm cerca de 6 milhões de hectares de terras com índice abaixo de 5% de aproveitamento do seu potencial produtivo. Taques participou do painel ‘Estados líderes no desenvolvimento rural de baixo carbono nas áreas rurais da Amazônia’, que contou com a presença da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e de importantes organizações da sociedade civil, como o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e EDF (Environmental Defense Fund). “Esta geração tem muita responsabilidade com as gerações futuras. Mas é preciso garantir que a população viva bem. Temos a preocupação de conservar nossa floresta, aumentar a produção usando áreas já abertas e também fazer a inclusão social do pequeno produtor, para que trabalhe de forma sustentável e tenha uma boa renda”, explicou o governador de Mato Grosso, que é um dos Estados brasileiros em destaque na COP 21. Taques explicou que o produtor rural, sem informação e sem assistência técnica, também contribui com o desmatamento, daí surge à necessidade de fazer a inclusão social, evitando a abertura desnecessária e ilegal de novas áreas. “Mato Grosso tem 15 municípios com o maior PIB (Produto Interno Bruto) do país, mas, os demais 126 estão em uma condição de desenvolvimento econômico e social precário, falta inclusão social, sobretudo na região amazônica”. O governador pontuou que a mudança no modelo de desenvolvimento econômico passa também por esse trabalho de educação ambiental no campo, com suporte aos pequenos para que possam produzir e ao mesmo tempo proteger o patrimônio ambiental, que é um bem durável. (Com assessoria).

Edição EDIÇÃO 16966




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