Representantes do Fórum Sindical que acompanhavam a sessão da CPI do MT Saúde se revoltaram com a aprovação do relatório produzido por Emanuel Pinheiro (PR) e optaram por abandonar o auditório. Inconformados com a não responsabilização dos ex-secretários de Estado de Administração, César Zílio, e de Turismo, Yuri Bastos, eles acusaram o republicano de tentar maquiar a investigação. Para os sindicalistas, o relatório está incompleto. Orlando Francisco, representante do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep), afirmou que o Fórum há tempos faz denúncias em que aponta os ex-gestores como envolvidos no rombo milionário do plano. Era ordem do governador, do secretário. Queremos que o dinheiro seja devolvido aos cofres, defendeu, garantindo haver provas. Mais enfático, o presidente do Fórum, Gilmar Brunetto, esbravejou que os ex-secretários comprovadamente roubaram dinheiro público e não serão presos. Reforçou ainda que, diante da atual estrutura do governo, com a existência de núcleos sistêmicos, o presidente do MT Saúde apenas assinava liberações de verba conhecidas por Zílio. Acredita-se que pelo menos R$ 25 milhões tenham sido desviados do plano de saúde dos servidores. O rombo teria sido o responsável pelos atrasos nos repasses à rede de hospitais e clínicas conveniados, que acabaram interrompendo os atendimentos. Os problemas tiveram início por volta de julho de 2012 e se estenderam até meados de fevereiro deste ano. Uma dívida de R$ 73 milhões do plano foi quitada pelo governo para que o atendimento fosse reestabelecido. Com o fim da CPI, a reestruturação do MT Saúde deve, enfim, chegar à Assembleia Legislativa. O projeto é elaborado pela Secretaria de Estado de Administração e deve ser concluído em agosto. (PV)