Três questões ligadas à infraestrutura de Mato Grosso foram apresentadas pelo governador Silval Barbosa ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra de Souza Coelho, em Brasília (DF). O governador de Mato Grosso saiu confiante no avanço das pautas debatidas nesta manhã. A primeira demanda apresentada ao ministro, segundo o chefe do Executivo estadual mato-grossense, foi a liberação de recursos emergenciais ainda pendentes para o Estado, na ordem de R$ 30 milhões. O ministro disse que irá colocar a equipe técnica para trabalhar e eu acredito que nós iremos avançar em todos os projetos, disse Silval Barbosa. São recursos necessários para reparar estragos provocados pelas chuvas. Silval Barbosa também discutiu com o ministro Fernando Bezerra a possibilidade de inserir projetos de infraestrutura no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-oeste (FCO). Para que assim nós possamos buscar parcerias com os produtores rurais, para a construção de estradas. O governador pediu que, ao final do ano, o ministério possa utilizar os recursos não-aplicados para obras de infraestrutura. A liberação de projetos de irrigação para Mato Grosso foi a terceira pauta discutida pelo governador. Sudeco - A Superintendência de Desenvolvimento do Centro-oeste (Sudeco) também foi abordada pelo chefe do Executivo estadual. A criação da Sudeco foi uma grande conquista, mas infelizmente ela ainda não tem os recursos necessários. A nossa bancada federal também briga por recursos para a superintendência, para que, assim, nosso pedido chegue até a presidente Dilma. Também acompanharam o governador na reunião o senador Blairo Maggi e os deputados federais Valtenir Pereira e Wellington Fagundes. Indígenas - O governador esteve reunido com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para discutir a questão da demarcação da área da Terra Indígena Kayabi. Durante a audiência, realizada no gabinete do ministro em Brasília, Silval Barbosa fez algumas ponderações sobre a reserva. Segundo o procurador-geral de Mato Grosso, Jenz Prochnow Júnior, o Estado deverá entrar com uma representação contra uma portaria da Fundação Nacional do Índio (Funai) que aumenta os limites do território por entender que a mesma possuí alguns erros processuais. O procurador disse também que todas às vezes que terras indígenas são demarcadas é concedido um prazo legal para que os Estados e municípios afetados possam se manifestar a respeito.