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Primeira Página
Terça-feira, 09 de Novembro de 2010, 20h:24

GOVERNO FEDERAL

Silval nega que PMDB tenha veto a Maggi

Silval Barbosa afirmou ontem que não existe objeção do seu partido, o PMDB, para a possibilidade de o senador eleito assumir um ministério

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
O governador Silval Barbosa (PMDB) disse ontem que ainda não finalizou o estudo de reestruturação das secretarias estaduais, o que também adia a definição do novo secretariado, que prometeu fazer de forma conjunta com os 12 partidos que ajudaram em sua reeleição. Por outro lado, o peemedebista negou qualquer veto do seu partido a uma eventual indicação do senador eleito Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), para ocupar um ministério. “Estamos estudando de que forma faremos as readequações para, depois, discutir indicação de nomes com os partidos. O anúncio do novo secretariado será feito em janeiro”, afirmou o governador, que lançou ontem a campanha Natal das Crianças 2010, ao lado de autoridades e da primeira-dama e secretária de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), Roseli Barbosa, no Palácio Paiaguás. O peemedebista reforçou que não possui objeção à hipótese de o senador eleito Blairo Maggi (PR) assumir o Ministério da Agricultura no staff de Dilma Rousseff (PT), Pasta cobiçada pelo PMDB nacional. “Todo espaço que conseguirmos ampliar na esfera federal é importante para Mato Grosso, não há nenhum veto. Há muita especulação em torno da possível indicação do ex-governador. Mas, se for verdade, ficaremos muito gratos”, esclareceu. Silval pontua que o Estado conseguiu avançar em obras de infraestrutura com o respaldo do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e do secretário-executivo do Minsitério das Cidades, Rodrigo Figueiredo. “Independente do partido, esses cargos nos ajudaram muito. Isso prova que precisamos aumentar a representação”, explicou. O governador peemedebista ressalta que a reivindicação já foi feita diretamente ao vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB), que também vem sendo cobrado pela bancada federal mato-grossense. Embora assegure que não está sendo pressionado pelos partidos, Silval vem se encontrando com os líderes do PT, PR, PP e PMDB com intuito de discutir a composição do governo para o próximo ano. O governador preferiu não comentar sobre o apelo do presidente regional do PT, deputado federal Carlos Abicalil, que antecipou que a legenda petista teria nomes para compor duas secretarias anunciadas no período de campanha. A primeira será constituída a partir da Secretaria Extraordinária de Projetos Estratégicos e se chamará secretaria das cidades, enquanto a segunda usará a estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Rural e se chamará secretaria de agricultura familiar e irrigação. “Ainda não tratei de nomes com nenhum partido”, enfatizou Silval. O chefe do Executivo promete priorizar o perfil técnico em detrimento do político para a escolha do secretariado. Ele antecipou que pretende fazer as mudanças mantendo o número de 23 secretarias para contemplar o orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual de 2011 (LOA/2011) encaminhada à Assembleia Legislativa. O secretário-chefe da Casa Civil, Éder Moraes, explicou que o Executivo fará readequações como, por exemplo, transformar a Auditoria Geral do Estado (AGE) em adjunta da controladoria geral do Estado (CGE) que também agregará as corregedorias existentes na estrutura do governo. Éder disse que será mantida a proposta de desmembrar a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em duas pastas. Além disso, antecipou que alguns núcleos sistêmicos criados pelo ex-governador Blairo Maggi serão extintos.

Edição EDIÇÃO 16966




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