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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011, 21h:16

FIM DO IMPASSE

Silval nega crise entre Henry e Éder

Para o governador, o mal-estar entre os secretários não passou de especulação e ele diz que conversou com os dois e o clima no staff é de harmonia

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
O governador Silval Barbosa (PMDB) atenuou o clima de celeuma envolvendo os secretários de Saúde, Pedro Henry (PP), e da Casa Civil, Éder Moraes. Henry teceu críticas à gestão estadual de saúde e acabou sendo intimidado por Éder. “Não há crise. Isso tudo é especulação. Não existe nada, só harmonia”, disse o governador, após reunião com diretores da Agecopa. Silval revelou que se reuniu com Éder e Henry, após ver as notícias na imprensa, para colocar um fim no impasse. “Conversei com os dois e dei total autonomia para conduzirem suas pastas. É muita especulação o que estão falando”, reforçou Silval. Tão logo assumiu o comando da pasta da Saúde, o deputado federal Pedro Henry vem prometendo otimizar os trabalhos no setor, antes conduzido pelo ex-secretário Augusto Amaral. Amaral foi indicado pelo ex-governador Blairo Maggi (PR) e mantido no staff até o final do ano passado por Silval Barbosa. Mesmo citado em escândalos nacionais que envolvem esquemas de corrupção, como a "Máfia dos Sanguessugas" e o "Mensalão", Pedro Henry tem declarado que irá "tapar os ralos" por onde o dinheiro público estaria escorrendo. Numa reação às declarações, Éder Moraes questionou a postura do secretário de Saúde e frisou que o atual governo é de continuidade. Eventuais equívocos ou problemas, segundo o chefe da Casa Civil, deverão ser discutidos nas reuniões do governador com o secretariado, entre os núcleos sistêmicos e nas reuniões extraordinárias convocadas por Silval. Para o governador, Éder Moraes fez apenas o seu papel, de chefe da Casa Civil. Na reforma administrativa que acaba de sancionar, o governador aumenta os poderes da Casa Civil, que terá como principal missão fiscalizar e buscar diálogo entre as pastas. “Não vejo como um puxão de orelha. Éder fez apenas o seu papel”, avaliou o chefe do Executivo. Já em relação a Pedro Henry, Silval preferiu não polemizar as declarações de que o Estado estaria fazendo mau uso do dinheiro público. “Ele [Pedro Henry] está lá para corrigir as falhas e mostrar onde está se gastando mal, além de fazer com que o dinheiro seja de fato aplicado em Saúde", declarou o governador. Silval aproveitou para reforçar a autonomia dos demais secretários perante suas pastas. “Não estou falando de caso pontual. Mas todos os secretários possuem autonomia em suas pastas. Cada um tem o compromisso e a obrigação de fazer a boa gestão dos recursos”, finalizou o governador Silval Barbosa. O governador alegou para convidar Pedro Henry para a saúde a sua experiência política aliada ao perfil técnico. O partido de Henry, o PP, é um dos principais aliados de Silval Barbosa. Já Éder Moraes está desde a gestão passada do peemedebista à frente da pasta.

Edição EDIÇÃO 16962




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