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Quinta-feira, 10 de Março de 2011, 22h:21

INVESTIGAÇÕES

Servidores boicotam CP, acusa vereador

O vereador afirma que tem encontrado dificuldades para obter documentos para a apuração junto aos funcionários da prefeitura de Várzea Grande

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal de Várzea Grande, que vai investigar as denúncias de irregularidade na gestão do prefeito e vice-prefeito afastados, Murilo Domingos (PR) e Tião da Zaeli (PR), já começou os trabalhos. No entanto, o vereador Hilton Gusmão (PV) afirma que a Comissão está com dificuldade para acessar o banco de dados da prefeitura porque alguns servidores estão colocando empecilhos. Formada pelos vereadores Isabela Guimarães (DEM), como presidente, Fábio Saad (PTC), relator, e Hilton Gusmão (PV), membro, a Comissão contratou advogado para dar um suporte técnico e jurídico aos procedimentos. Além disso, a presidente disse que um contador também deve contratado. Hilton Gusmão conta que a Comissão tem enfrentado dificuldades para acessar o banco de dados da prefeitura porque alguns servidores estão tentando barrar o acesso a documentos necessários para a apuração das denúncias. “Nós sabíamos que encontraríamos esse tipo de dificuldade. Conseguimos alguns documentos já, mas caso esse problema continue teremos que ir à Justiça”, disse o vereador. Nos próximos dias a Comissão vai notificar o prefeito afastado Murilo sobre a investigação e agendar uma data para a defesa do republicano. Por enquanto, os três vereadores estão analisando o relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que reprovou as contas de Murilo e Tião referentes ao ano de 2009 e ainda determinou a devolução pelos gestores de R$ 3,5 milhões aos cofres públicos por diversas despesas ilegítimas. A Comissão tem um prazo de 180 dias para apresentar o relatório final da investigação. Técnicos do Tribunal de Contas também serão chamados para auxiliar no trabalho, detalhando e explicando alguns pontos do relatório técnico do órgão. Hilton Gusmão justifica a contratação de profissionais especializados para que a Comissão não cometa erros processuais que, porventura, possam prejudicar o andamento dos trabalhos. “Temos que analisar a ordem de análise de documentos e de oitiva de pessoas, para que a investigação possa fluir”, explicou o vereador. No entanto, Gusmão adianta que as secretarias de Saúde, de Educação e de Transportes Urbanos serão as primeiras secretarias a passar por um “raio X”, pois são as mais acusadas de funcionar como cabide de emprego para apadrinhados de políticos, conforme o vereador.

Edição EDIÇÃO 16962




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