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Sábado, 10 de Outubro de 2009, 17h:27
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PORTAS FECHADAS
Sem acordo, suplentes ficam de fora
ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
O vereador Levi Pires de Andrade, o Leve Levi (PP), pode recuar da licença por 121 dias, diante do desentendimento entre os suplentes Marcus Fabrício e Juca do Guaraná, os dois do mesmo partido. Segundo Levi, caso os dois colegas progressistas não se entendam sobre a vaga na Câmara de Cuiabá, deverá protocolar na semana que vem uma licença por um período inferior a 120 dias, mantendo-se no cargo sem a posse de suplente. Conforme divulgou o Diário nesta semana, o segundo suplente, Juca do Guaraná, disse que já estava acertado para ele assumir a vaga de Levi. No entanto, Marcus Fabrício não sustentou as afirmações e revelou que só abrirá mão da vaga de vereador se for indicado para assumir uma Secretaria municipal. Levi garante que quer se licenciar para cuidar de questões pessoais e também beneficiar os suplentes com o sistema de rodízio. Eu quero que um suplente assuma, até porque eu não venci sozinho. Se não existissem os votos dos suplentes, talvez eu não seria vereador, explicou o progressista. Levi explicou que, após expressar vontade de se licenciar, foi procurado por Juca do Guaraná, que demonstrou interesse em assumir a vaga. Ele disse que conversaria com o vereador Marcus Fabrício e que os dois chegariam a um consenso, disse o titular. Juca do Guaraná afirmou que pretende esperar até a semana que vem para definir o encaminhamento. No entanto, afirmou que já havia conversado com Fabrício e que ele já teria aceitado renunciar ao cargo, beneficiando Juca. Nós já havíamos conversado com ele (Marcus Fabrício). Mas nós não temos condições de negociar Secretaria. Nós não pertencemos ao Executivo, argumentou. O primeiro suplente Marcus Fabrício foi procurado, mas estava em viagem e não pôde atender à reportagem.