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Sábado, 09 de Outubro de 2010, 12h:03

Segundo turno dá sobrevida ao PT e PSDB em MT

De olho no futuro, PT e PSDB mato-grossenses concentram esforços para eleger neste segundo turno presidencial a ex-ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) ou o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Os candidatos à Presidência da República representam sobrevida às suas legendas no Estado. A história política mostra que o PSDB estadual vem encolhendo após os dois mandatos do ex-governador Dante de Oliveira e do ex-senador Antero Paes de Barros. Nesta eleição, os tucanos só elegeram um deputado estadual e um federal. Na Assembleia Legislativa existia uma grande expectativa de que o partido elegeria no mínimo a mesma bancada de 2006, quando foram eleitos Chica Nunes, hoje filiada ao DEM, e Guilherme Maluf (PSDB). O ex-secretário de Educação de Cuiabá, Carlão Nascimento (PSDB), e o suplente de deputado Carlos Avalone (PSDB) eram cotados para as vagas. Com 26.156 votos, apenas Maluf se reelegeu. Apesar disso, o tucano não exerce oposição ao governo. Na Câmara Federal, o partido conseguiu manter a representatividade com a eleição do ex-prefeito de Sinop Nilson Leitão (PSDB). Em número de votos, ele ultrapassou a deputada federal Thelma de Oliveira (PSDB), legítima representante da Era Dante, que a partir de 2011 deixa o parlamento. A situação pode se agravar caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) valide os votos do deputado federal Pedro Henry (PP), enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A reeleição do progressista pode representar a saída de Leitão da lista dos deputados eleitos. Isso sem contar os prejuízos da derrota de Wilson Santos (PSDB) na disputa ao governo e Antero Paes de Barros (PSDB) na corrida ao Senado. A renúncia de Wilson da prefeitura de Cuiabá, maior cidade do Estado, iniciou o processo de encolhimento da legenda. Por não estarem no poder, os tucanos já previam que o êxito seria maior do lado do partido do presidente Lula (PT), campeão de popularidade. A previsão, no entanto, não se concretizou. Antes do pleito, o PT contava com o mandato da senadora Serys Slhessarenko (PT), do deputado federal Carlos Abicalil (PT) e dos deputados estaduais Ságuas Moraes (PT) e Ademir Brunetto (PT). A briga entre Serys e Abicalil pelo direito de disputar o Senado evidenciou um racha interno que trouxe prejuízos não só para a unidade partidária, mas também nas urnas. O resultado será o fim do mandato de ambos em dezembro deste ano. Na próxima legislatura, a legenda contará com apenas uma cadeira na Assembleia Legislativa, com Ademir Brunetto, uma Câmara Federal, com Ságuas, e nenhuma no Senado. Um quadro preocupante para uma legenda que ensaia lançar um candidato ao governo em 2014. (JC)

Edição EDIÇÃO 16965




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