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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010, 22h:25

Se partido abandonar aliança, Pedro Taques será prejudicado

Caso o tabuleiro político mude nessa última semana antes das convenções partidária e o PDT acabe apoiando a candidatura à reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), a situação ficará desconfortável para o ex-procurador Pedro Taques, candidato ao senado pelo PDT. O grupo que forma a base de sustentação do governador – PMDB, PT, PR e possivelmente o PP – já tem dois candidatos ao Senado, o ex-governador Blairo Maggi (PR) e o deputado federal Carlos Abicalil (PT). Além disso, Taques e diversos políticos desse grupo não têm uma relação amistosa. Recentemente 17 políticos, incluindo nomes de peso como Blairo Maggi e Carlos Abicalil, assinaram uma representação encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça pedindo que as ações judiciais do juiz federal Julier Sebastião da Silva e também do procurador federal Mário Lúcio Avelar sejam investigadas, pois teriam viés político. Já o deputado federal Pedro Henry afirma que operação Jurupari da Polícia Federal, assinada por Julier e Avelar, foi feita para prejudicar políticos e favorecer a candidatura de Pedro Taques. Ontem, depois da coletiva em que membros do PDT defendiam aliança com outros candidatos, com tendência ao PMDB, Taques preferiu não comentar sobre esse possível cenário. “Estamos firmes no nosso projeto, temos maioria e vamos continuar no Mato Grosso Muito Mais”, disse o ex-procurador. Pedro Taques trabalhou 15 anos no Ministério Público e este ano pediu exoneração do cargo para tentar ser senador. (ARF)

Edição EDIÇÃO 16963




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