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Sábado, 17 de Julho de 2010, 13h:36

DISSIDENTE

Sachetti decide apoiar Mauro

SONIA FIORI
Da Reportagem
Ex-presidente do Partido da República, Moisés Sachetti apoiará o candidato ao governo, empresário Mauro Mendes (PSB), na corrida pelo comando do Palácio Paiaguás. Sachetti, que solicitou a desfiliação da sigla, comunicou o candidato à reeleição, Silval Barbosa (PMDB), sua decisão ao argumentar que acredita mais na viabilidade do projeto de governo apresentado por Mauro do que na proposta de gestão construída na atual composição para as eleições de 2010. Sachetti deixou o partido depois de se sentir preterido no grupo político liderado por Silval e o ex-governador e candidato ao Senado, Blairo Maggi (PR). Ele tentava garantir no projeto político a posição de primeiro suplente de Maggi. Entretanto, uma articulação a cargo de deputados da Assembleia Legislação junto a Maggi assegurou o posto ao ex-secretário estadual de Projetos Estratégicos, José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR). Com a estratégia, os parlamentares garantiram um caminho facilitador para a eleição de alguns integrantes de bancadas que buscam a reeleição. Ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Cidinho é visto como forte candidato já que mantém bom relacionamento junto à maioria das prefeituras do Estado além de poder de influência junto a setores como o do agronegócio. Sachetti, seguidor de Maggi nos meandros políticos e partidários, foi também um dos principais responsáveis pela estruturação do Partido da República em Mato Grosso. Ele acompanhou Maggi na decisão, no início de 2007, de deixar o PPS para migrar para o PR – legenda criada a partir da fusão do PL e do Prona – para se fortalecer diante das normas impostas pela Cláusula de Barreira, que exige representação mínima de legendas menores na Câmara Federal. Diante da escolha de Cidinho e assediado por siglas como o PSB, Moisés decidiu buscar outro caminho em relação ao projeto político. Ele entende que seu nome foi posto na “penumbra” do bloco e que não conseguiu sequer “um lugar à sombra” do projeto majoritário. Sentindo-se excluído do processo, opta agora por apostar num projeto, segundo ele, que poderá assegurar novos rumos para a gestão pública do Estado. Na explicação dada a Silval, na sexta-feira à noite, por telefone, Sachetti também lembrou que não concorda com a formação da composição do bloco que, segundo ele, possibilitará uma gestão “compartilhada” entre o governo e a Assembleia Legislativa – caso o governador vença o pleito. Na interpretação dele, a eleição de Silval poderá confirmar maioria no Poder Legislativo aliada do governo, reduzindo o poder dos representantes da oposição – que baliza o poder democrático, segundo ele. Sachetti se reúne com Mauro nos próximos dias para alinhavar os planos para as eleições. Ele lembrou que não chegou a conversar com o candidato ao governo Wilson Santos (PSDB). Disse ainda que seu apoio para candidato ao Senado “é secreto”. E também reiterou que aguardará para decidir sua opção por nova sigla partidária.

Edição EDIÇÃO 16967




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