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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009, 21h:03

DESALINHADOS

Sachetti antecipa saída da direção do PR

Divergências com o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, podem ter motivado a antecipação de Sachetti deixar presidência

SONIA FIORI
Da Reportagem
O presidente estadual do PR, Moisés Sachetti, confirmou ontem que deixa a direção da legenda no fim do próximo mês. A saída de Sachetti da presidência da sigla coincide com o cenário de desconforto, marcado por ataques entre o republicano e o maior líder do PP no Estado, presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva. Moisés nega que sua decisão esteja ligada aos recentes contratempos entre ele e Riva. De acordo com Sachetti, sua decisão havia sido antecipada desde fevereiro ao governador Blairo Maggi (PR). Reiterou ainda que sua posição de se afastar da direção da sigla foi lembrada na segunda-feira à noite, em encontro restrito da cúpula republicana, realizado na residência do empresário Mauro Mendes. Curiosamente, Mendes é também o nome mais cotado para suceder Sachetti. O nome do deputado federal Wellington Fagundes (PR) também é citado como alternativa para assumir a direção republicana. No entanto, na tarde de ontem, Fagundes reiterou Mendes é o nome mais viável para assumir o posto. Segundo o parlamentar, “diante da posição de Mendes de não disputar cargo eletivo em 2010, seu nome é visto como uma das melhores possibilidades para ocupar a presidência da legenda”. Como a direção estadual do Partido da República está constituída em forma de comissão provisória, uma consulta deverá ser realizada para repassar a presidência da sigla ao próximo gestor. Mesmo negando que sua decisão esteja diretamente relacionada ao seu mal estar político evidenciado nessa semana com o deputado Riva, Sachetti não esconde o quadro de descontentamento com declarações feitas pelo presidente do Poder Legislativo. No decorrer desta semana, Riva repudiou a afirmação de Moisés Sachetti de que “a decisão do aliado é importante. Porque eles acordaram para o processo eleitoral no qual eles (PP) pouco haviam se manifestado ou aberto conversações com os demais partidos”. Para o parlamentar progressista, a afirmação de Sachetti é mentirosa, já que o PP não teria agido nesse sentido. “Espero que o presidente Moisés Sachetti também acorde e comece a fazer política ciscando pra dentro e não pra fora como está acostumado”, rebateu Riva. Na tarde de ontem, o presidente republicano rebateu Riva e disse que a posição do parlamentar é de ordem pessoal. Moisés classificou ainda a declaração de Riva como “deselegante”. No centro dessa discussão surge o possível distanciamento do Partido Progressista com o PR. E apesar dos indicativos de celeuma entre as duas legendas, o presidente do PR interpreta de outra maneira. Segundo ele, a posição de Riva não reflete o pensamento da cúpula do PP. Sachetti acredita que o Partido Progressista integra a lista dos partidos que poderão selar aliança com o PR nas eleições de 2010. A condução do PR no Estado também vem sendo questionada no decorrer deste ano pelo diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot – que defende maior impulso em Mato Grosso. Sachetti, por sua vez, argumentou que o partido vem desempenhando as devidas ações.

Edição EDIÇÃO 16963




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